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América Latina

Argentina ordena expulsão de "cérebro" de roubo do século

6 jun 2011 - 17h58
(atualizado às 19h39)
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Um tribunal da Argentina ordenou a expulsão do país de um uruguaio que foi condenado a prisão por ser o "cérebro" de um cinematográfico roubo a um banco da capital argentina em 2006, informaram nesta segunda-feira fontes judiciais. A decisão da Câmara de Apelações e Garantias da cidade na província de Buenos Aires de São Isidro beneficiou Mario Vitette Sellanes, cuja advogada, Elizabeth Lires, tinha pedido em agosto passado que se ditasse esta resolução como marca a Lei Migratória, ao argumentar que tinha a metade da pena cumprida.

No entanto, as fontes revelaram que a decisão judicial será recorrida novamente pelo promotor do caso, Gastón Garbus, e que esta nova apelação teria um efeito suspensivo, por isso que o uruguaio poderia ser expulso se a medida fosse confirmada. "Já levo mais de 11 anos preso e superei amplamente a requisitória que estipula a Lei Migratória para minha expulsão. Apesar de ainda não conhecer os fundamentos, me alegra que a Câmara faça um pouco de Justiça", disse Vitette Sellanes a jornalistas da central penal do sul do país onde cumpre sua pena.

Em um julgamento abreviado no qual confessou sua participação neste e em outros roubos, o uruguaio foi condenado em agosto passado a uma pena unificada de 21 anos e seis meses de prisão, mas já cumpriu a metade do castigo já que previamente tinha estado detido por delitos anteriores. A Lei Nacional de Políticas Migratórias prevê que todos aqueles estrangeiros que cometam delitos graves e sejam condenados a mais de três anos de prisão podem ser expulsos do país ao cumprir a metade de suas penas.

O "roubo do século", como o chamou a imprensa, ocorreu em 13 de janeiro de 2006, quando cinco pessoas ingressaram em uma filial do então Banco Rio, propriedade do Grupo Santander, situada na cidade na província de Buenos Aires de Acassuso, 15 quilômetros ao norte da capital argentina. As câmeras de segurança do banco registraram que os cinco homens cobriram os rostos, tiraram suas armas e tomaram as 23 pessoas que se encontravam na sede bancária como refém, entre empregados e clientes.

Enquanto simulavam uma negociação com a polícia, os bandidos saquearam 145 caixas de segurança. Sete horas depois um grupo especializado da polícia invadiu o banco, mas só encontrou os reféns, armas de brinquedo, bombas falsas e uma nota que dizia: "Em bairro de ricos, sem armas nem rancores. É só dinheiro e não amores".

O plano funcionou com perfeição até que uma mulher, esposa de um dos bandidos, delatou o grupo à polícia que por sua vez, apontou os cinco responsáveis do assalto. Os quatro restantes foram condenados em maio do ano passado a penas entre 10 e 15 anos de prisão.

EFE   
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