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América Latina

Argentina considera ilegal referendo sobre soberania das Ilhas Malvinas

7 mar 2013 - 17h04
(atualizado às 17h25)
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Ilhas Malvinas - 30 anos da Guerra - Você Sabia
Ilhas Malvinas - 30 anos da Guerra - Você Sabia
Foto: Getty Images

A Argentina considera "ilegal" o referendo para que os habitantes das Ilhas Malvinas decidam se querem continuar como território ultramarino do Reino Unido. A ilha tem sua soberania reivindicada pelo país sul-americano. O chanceler argentino Héctor Timerman reiterou que a consulta aos 2.500 habitantes das Malvinas "é ilegal" porque, segundo as Nações Unidas, "é uma nação implantada desde 1833, quando Londres invadiu e expulsou os habitantes argentinos das ilhas" do Atlântico Sul.

O referendo dos próximos dias 10 e 11 de março nas Malvinas, do ponto de vista internacional, "é um ato irrelevante e carece de validade nos organismos internacionais porque se trata de um caso típico de população implantada", disse o sociólogo Atilio Borón, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet). Borón considerou que a consulta tem "apenas um efeito interno porque o governo de David Cameron não passa por um momento muito radiante" e acrescentou que esta situação pode servir a Londres para mostrar que tem legitimidade, mas não resiste à menor análise.

"É uma estratégia do Reino Unido para continuar postergando e negando o diálogo com a Argentina pela soberania nas ilhas, e não tem nenhum valor jurídico para as Nações Unidas", comentou Mario Volpi, presidente da Associação dos Ex-Combatentes das Malvinas da cidade de La Plata, a 62 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

O Reino Unido convocou o referendo no arquipélago do sul em um momento em que o governo de Cristina Kirchner leva adiante uma vasta ofensiva internacional para que Londres aceite negociar a soberania das Malvinas, palco de uma guerra de 74 dias em 1982 que deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

Londres considera que os malvinenses têm que ser parte envolvida em um eventual diálogo, mas Buenos Aires recusa essa postura e apenas aceita que qualquer negociação seja a nível bilateral. A presidente Kirchner conseguiu reunir um forte apoio no âmbito internacional pela reivindicação de soberania nas Malvinas e a nível interno é o único tema que tem consenso generalizado em meio a um clima de constante confrontação política.

Uma pesquisa realizada pela consultora Ibarómetro para marcar os 30 anos da guerra, em 2012, indicou que 89% dos 1.800 argentinos consultados em todo o país afirmam ser legítimas as reivindicações de soberania de Buenos Aires, enquanto que 86% dos entrevistados atribuem uma grande importância ao tema das Malvinas.

No entanto, 83% apoiam a abertura de um diálogo com Londres pela disputa da soberania, em contraste com apenas 17% que apoiam a saída militar para recuperar as ilhas, como ocorreu em 1982 quando a Argentina era governada por uma ditadura.

"Há um consenso muito grande sobre o tema das Malvinas, apesar de que ultimamente um grupo de intelectuais e políticos põe em causa a postura argentina, sem maior impacto social", apontou Borón ao afirmar que "há um clima de polarização social e, para opor-se ao governo, também se usa o tema das Malvinas".

Mario Volpi, que participou na guerra como soldado do serviço militar obrigatório, disse que "a nível nacional é o tema que une em geral tanto a esquerda como a direita" e argumentou que "é uma causa de união mesmo que ultimamente com algumas fissuras".

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/guerra-das-malvinas/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/guerra-das-malvinas/iframe.htm">veja o infográfico</a>
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