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Alemanha acusa ucraniano pelas explosões no gasoduto Nord Stream

1 jul 2026 - 15h27
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O procurador-geral da Alemanha ‌indiciou um cidadão ucraniano pelas explosões de 2022 que danificaram gravemente os gasodutos Nord Stream no fundo do Mar Báltico, levando um dos casos de sabotagem mais delicados politicamente da Europa para mais perto do julgamento.

A acusação contra o homem, identificado apenas como Serhii K ⁠de acordo com as regras de privacidade alemãs, foi notificada nesta quarta-feira, ‌informou à Reuters o escritório de advocacia Menaker, de Berlim, que o representa. O escritório não forneceu detalhes sobre as acusações.

A ‌emissora pública alemã ARD e os veículos ‌de comunicação Sueddeutsche Zeitung e Die Zeit, que foram os ⁠primeiros a noticiar a medida, afirmaram que os promotores o acusam de atacar infraestrutura energética civil, causar uma explosão e destruir estruturas. A Procuradoria-Geral se recusou a comentar o caso.

SABOTAGEM DO GASODUTO DO BÁLTICO

De acordo com documentos do mandado de prisão, comunicados de imprensa anteriores e ‌uma decisão de detenção de dezembro de 2025 proferida pelo Tribunal ‌Federal de Justiça, os ⁠promotores alegam que ⁠Serhii K ajudou a coordenar uma equipe que utilizou um veleiro, o Andromeda, ⁠para colocar dispositivos explosivos nos gasodutos ‌Nord Stream 1 e ‌2, próximos à ilha de Bornholm, na Dinamarca, em setembro de 2022.

Os promotores e o tribunal suspeitam que a tripulação do Andromeda fosse composta por um coordenador, um capitão, quatro mergulhadores de ⁠águas profundas e um especialista em explosivos. Eles afirmam que Serhii K é suspeito de ter atuado como coordenador a bordo e líder da equipe, e não como mergulhador ou especialista em explosivos.

Serhii K negou qualquer envolvimento.

As explosões, ‌que tanto a Rússia quanto os países ocidentais descreveram como sabotagem, interromperam rotas essenciais para o transporte de gás russo para a ⁠Europa meses após a invasão em larga escala da Rússia na Ucrânia, agravando uma crise energética que atingiu a Alemanha de forma especialmente severa.

Os tribunais alemães consideraram que o caso se enquadra na jurisdição alemã, pois os gasodutos danificados terminam em Lubmin, no Estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, e sua perda afetou a segurança energética e a segurança interna da Alemanha.

Os autos do processo citados na decisão descrevem o suspeito como um cidadão ucraniano que, na época, era oficial de uma unidade das forças especiais ucranianas.

Ele foi preso na Itália em agosto passado e transferido para a Alemanha em novembro, onde um juiz executou um mandado de prisão alemão.

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