Após terremotos devastadores, governo da Venezuela decreta luto nacional por sete dias
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou nesta quarta-feira (1º) um período de sete dias de luto nacional após os dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho e deixaram quase 2.000 mortos. Cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.
"A Venezuela está consternada com a perda de vidas causada por esses terremotos devastadores. (...) Para honrar a memória das vítimas, decidi declarar um período de sete dias de luto nacional, com início às 18h de hoje", escreveu Rodríguez em sua conta no Telegram.
Mais cedo, quatro policiais venezuelanos foram presos por saquear a área afetada pelos terremotos, informou o Ministério da Justiça nas redes sociais. A medida foi tomada após a repercussão de vídeos que mostram os agentes sendo flagrados por moradores revoltados.
Nas imagens, amplamente compartilhadas nas redes sociais, policiais são confrontados por várias pessoas no condomínio Vallarta Residences, em La Guaira, a região mais atingida pelo desastre.
Em um dos vídeos, um policial aparece segurando uma pequena caixa amassada, aparentemente retirada dos escombros, contendo dólares americanos. Cercado por moradores, o agente é pressionado a entregar o objeto. Em outra gravação, uma mulher é vista rasgando cédulas que teriam sido recuperadas com os policiais.
Policiais punidos
O ministério da Justiça divulgou nesta quarta-feira um vídeo no qual um dos policiais suspeitos do furto entrega sua arma e retira o uniforme, além de publicar fotografias dos quatro agentes envolvidos.
"Um grupo de policiais, desviando-se de suas funções e aproveitando-se das operações de resgate e ajuda humanitária, agiu de forma vergonhosa ao se apropriar de objetos de valor encontrados nos escombros", declarou o ministério. Segundo a pasta, os agentes foram presos, demitidos e apresentados à Justiça.
Saques e roubos vêm sendo registrados desde os terremotos. As forças de segurança foram mobilizadas para conter os incidentes, mas, de acordo com relatos de moradores nesta quarta-feira, os episódios de violência e pilhagem continuam ocorrendo nas áreas afetadas.
Com AFP
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