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Ruanda defende acordo de patrocínio fechado com o Arsenal

Mensagem "Visite Ruanda" estará estampada na manga esquerda das camisas das equipes principal, sub-23 e feminina do Arsenal

29 mai 2018
17h10
atualizado às 17h11
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O governo de Ruanda saiu em defesa, nesta terça-feira (29), do contrato de patrocínio de US$ 39 milhões (aproximadamente R$ 146 milhões) fechado com o Arsenal e que provocou protestos de ativistas de direitos humanos e doadores para causas humanitárias do país. A mensagem "Visite Ruanda" estará estampada na manga esquerda das camisas das equipes principal, sub-23 e feminina do Arsenal.

Foto: Visit Rwanda / Divulgação

O presidente Paul Kagame é torcedor do Arsenal. O acordo não foi aprovado pelos legisladores do país. O vice-ministro das Relações Exteriores Olivier Nduhungirehe disse à agência de notícias The Associated Press que o dinheiro para o acordo de patrocínio veio do turismo. "A ajuda dos doadores é específica e bem explicada em Ruanda", disse Nduhungirehe, em resposta às críticas de legisladores britânicos na imprensa do Reino Unido.

Ruanda continua sendo um dos países mais pobres do mundo e segue em recuperação do genocídio de 1994 que matou mais de 800 mil pessoas, sendo que mais de um terço da sua população vive na pobreza. A meta do país é dobrar as receitas de turismo para US$ 404 milhões (R$ 1,507 bilhão) até 2024, disse o Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um comunicado.

A presidente do conselho disse que qualquer um que critique o acordo com o Arsenal porque Ruanda é um país beneficiário de ajuda quer que a nação permaneça pobre ou não entende o papel fundamental que o marketing desempenha. "Quanto mais Ruanda ganhar com o turismo, mais poderemos investir em nosso pessoal. Essa é a conexão", disse a CEO Claire Akamanzi, em seu perfil no Twitter.

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Estadão
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