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Partido governante vence eleições legislativas da Guiné

19 out 2013
08h44
atualizado às 08h44
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O Agrupamento do Povo da Guiné (RPG, na sigla em francês) venceu nas eleições legislativas realizadas em 28 de setembro ao obter 53 das 114 cadeiras da nova Assembleia Nacional, segundo os resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral (CENI) e noticiados neste sábado pelo portal de notícias "Guineenews".

A opositora União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), do ex-primeiro-ministro Cellou Dalein Diallo, elegeu 37 deputados, seguida pela União das Forças Republicanas, de Sydia Touré, com 10 cadeiras, e por outros dois partidos com dois deputados cada um.

Outros dez pequenos grupos, na maioria aliados do governante RPG, completarão com uma cadeira cada um a nova Assembleia Nacional.

O apoio desses partidos permitirá ao RPG, liderado pelo presidente Alpha Conde, conseguir a maioria absoluta de 58 deputados que precisa para governar. A oposição, que havia rejeitado a legitimidade do processo antes de os resultados serem revelados, anunciou que se reunirá neste sábado para decidir sua resposta. Os partidos opositores denunciam casos de fraude e exigem a anulação das eleições e a convocação de novas.

"Não vamos reconhecer resultados que não se ajustam ao voto da população, pois os números da Comissão Eleitoral não são realistas", declarou à imprensa o líder opositor Sidya Touré.

O RPG denunciou por sua vez casos de fraudes protagonizados pela oposição e anunciou que apresentará recursos à Corte Suprema, o tribunal encarregado de proclamar os resultados definitivos das eleições.

As dezenas de mortos nas manifestações da oposição convocadas nos últimos meses para pedir transparência no processo eleitoral causaram temor de novos enfrentamentos entre seguidores dos diferentes partidos durante as eleições, que finalmente aconteceram sem violência.

A esperada ida dos guineanos às urnas espera pôr um ponto final a quase quatro anos de transição após a morte em 2008 do presidente Lansana Conte e o golpe de Estado militar liderado por Moussa Dadis Camara, atualmente exilado em Burkina Fasso.

EFE   

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