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Intérprete "impostor" da cerimônia de Mandela já foi acusado de assassinato

Emissora sul-africana revelou que Thamsanqa Jantjie já foi acusado estupro, roubo, invasão de propriedade, assassinato e sequestro

13 dez 2013
10h31
atualizado às 10h36
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A emissora de televisão sul-africana eNCA informou nesta sexta-feira que o intérprete de sinais da cerimônia de despedida de Nelson Mandela (considerado um impostor) enfrentou acusações de assassinato em 2003. A emissora, no entanto, diz que não há informações sobre a conclusão do inquérito. 

<p>Intérprete com várias passagens pela polícia esteve lado a lado com o presidente americano Barack Obama</p>
Intérprete com várias passagens pela polícia esteve lado a lado com o presidente americano Barack Obama
Foto: AFP

Segundo investigações da eNCA, além de ser tratado por esquizofrênia, Thamsanqa Jantjie enfrentou acusações de estupro (1994), roubo (1995), invasão de propriedade (1997), dano a propriedade (1998) e assassinato, tentativa de assassinato e sequestro (2003). A maioria das acusações foram posteriormente retiradas, supostamente porque ele seria mentalmente incapaz de ser levado a julgamento, mas esta informação não pôde ser confirmada. 

Jantjie foi absolvido da acusação de estupro, mas foi condenado a três anos de prisão por roubo. Também não se sabe se ele cumpriu a pena. 

Documentos judiciais de 2004 revelam que Jantjie e outras pessoas foram indiciadas por assassinato, tentativa de assassinato e sequestro pelo caso de 2003. Em 2006, o caso foi finalizado, mas os arquivos da corte estão vazios e não há informações sobre a conclusão, segundo a eNCA.

Jantjie se recusou a comentar o caso e a Autoridade de Procuradoria Nacional disse a eNCA que não pode confirmar ou negar a existência das acusações. 

<p>Thamsanqa Dyantyi disse que sofreu um ataque de esquizofrenia durante o funeral</p>
Thamsanqa Dyantyi disse que sofreu um ataque de esquizofrenia durante o funeral
Foto: AP

As revelações aumentam os questionamentos sobre como o homem conseguiu chegar tão perto de altas autoridades internacionais, como a presidente Dilma Rousseff e o presidente americano, Barack Obama. 

Jantjie trabalhou como intérprete para a linguagem de sinais na cerimônia de funeral oficial de Nelson Mandela, realizada em Johannesburgo na terça-feira. Organizações de surdos e especialistas na função alegam que a tradução do homem não fazia qualquer sentido e o acusaram de ser um impostor.

Na quinta-feira, o próprio Jantjie revelou que sofre de esquizofrenia e que teve um surto de alucinações durante o evento. 

Mandela morre aos 95 anos
Nelson Mandela morreu na noite de 5 de dezembro. Há meses ele combatia uma infecção pulmonar. Logo após o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciar oficialmente o falecimento, líderes mundiais prestaram homenagem ao principal líder da luta contra o apartheid na África do Sul. A presidente Dilma Rousseff lembrou Mandela como a principal personalidade do século XX. O americano Barack Obama disse que Mandela "conseguiu mais do que se poderia esperar de qualquer homem".

No dia seguinte, jornais de todo o mundo repercutiram a notícia da morte em suas páginas. Milhares de sul-africanos se reuniram em frente a suas residências, ou em lugares que ele morou, para homenagearem o heroi nacional. No início da tarde, o presidente Zuma confirmou que a programação do funeral de Mandela durará 10 dias. Ele será enterrado em seu vilarejo natal, Qunu, no dia 15 de dezembro. 

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Fonte: Terra
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