A França anunciou nesta sexta-feira que reforçou sua presença militar no Mali com o envio de mais soldados, o que demonstra o esforço de Paris para interromper o avanço salafista do norte do país africano em direção ao centro. O ministro francês de Defesa, Jean-Yves Le Drian, informou nesta sexta-feira que com a presença de 1.800 homens no país continua "a progressão de nossa implantação no terreno".
Soldado do Exército do Mali segura metralhadora enrolada na bandeira francesa durante viagem a Niono
As tropas francesas, que atuam junto com o Exército regular do Mali, são integradas por forças de infantaria, algumas delas procedentes do Chade; um esquadrão blindado oriundo da Costa do Marfim; e soldados das unidades de operações especiais, fundamentais na luta antiguerrilha. Estas forças contam com o apoio de helicópteros e aviões de combate, entre outros dos caças-bombardeiros "Rafale", que desde o começo da chamada operação Cerval bombardeam sistematicamente os núcleos operacionais dos salafistas.
O ministro justificou a magnitude da operação em função do perigo que representa o avanço que três grupos salafistas, Ansar al Din, Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e Monoteísmo e Jihad em África Ocidental (MYAO), realizaram no final da semana passada. As três organizações vieram do norte do Mali, região onde tomaram o poder em junho de 2012, após retirar da zona os rebeldes separatistas tuaregues.
Le Drian garantiu que a ação está sendo feita de acordo com as normas internacionais e é apoiada pelos principais parceiros da França. A operação teve alguns avanços no terreno, em particular com a tomada pelas tropas do Mali da cidade de Kona, a cerca de 700 quilômetros da capital Bamaco, que estava em mãos dos salafistas desde o dia 10 de janeiro, o que originou a intervenção francesa. No entanto, o Ministério e Defesa francês se mostrou mais cauteloso sobre a possível tomada de Diabali (a 400 quilômetros ao norte de Bamaco), apesar das informações vindas do Mali, que afirmam que a cidade foi recuperada.
O porta-voz do Estado-Maior do Exército francês, o coronel Thierry Burkhard, informou que "os grupos terroristas estavam misturados com a população" de Diabali, pois assim sabem que não serão bombardeados pelo ar, e que até a tarde de hoje não estava ciente de nenhuma operação realizada na cidade.
No campo político, as autoridades francesas se esforçaram por insistir na justificativa para realizar a operação e no apoio internacional que recebem, que no momento é pouco visível no cenário do conflito. O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, referiu-se à tomada de reféns após o ataque de um grupo salafista originário da AQMI a um complexo de gás na Argélia, o que segundo sua opinião "confirma a gravidade da ameaça terrorista" na zona do Sael e "justifica ainda mais a decisão de França de ajudar o Mali, porque são os mesmos grupos terroristas".
Ayrault lembrou os objetivos da França no Mali: "deter o avanço dos terroristas em direção a Bamaco, o que foi atingido, garantir a existência do Estado malinês e facilitar a aplicação das resoluções internacionais" com o desdobramento de uma força multinacional africana. O primeiro-ministro frisou que a "operação responde à chamada das autoridades malinesas e está de acordo com as Nações Unidas", além disso, conta "o suporte ativo da comunidade internacional e de nossos sócios europeus".
O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, considerou "possível" o apoio logístico que vários países europeus estão oferecendo à França se ampliar e incluir o envio de tropas de combate. Fabius, que participou de uma reunião em Bruxelas com chanceleres da União Europeia (UE) sobre a crise do país africano, lembrou que, independentemente de algum outro Estado membro decidir enviar soldados a Mali, um bom número deles já estão cooperando com Paris e apoiam politicamente a operação. "O conjunto de países europeus expressou sua solidariedade com Mali e com a ação da França", ressaltou o ministro, ao mesmo tempo em que afirmou que os franceses não estão sozinhos e sim são os "precursores", e que "sem a ação da França, já não haveria Mali".
Franceses recuperam cidade
Rebeldes abandonaram nesta sexta-feira a cidade de Diabaly, na região central do país, fugindo de um bombardeio aéreo francês, disseram fontes militares, enquanto forças de outros países da África Ocidental chegavam a Bamako, a capital, para se somar ao combate contra os insurgentes do norte malinês. No oitavo dia da intervenção militar em sua ex-colônia, a França bombardeou Diabaly para desalojar combatentes ligados à Al Qaeda. "Eles fugiram da cidade, à paisana, no começo desta manhã. Eles abandonaram suas armas e munições", disse uma fonte militar malinesa.
Soldados franceses carregam um Boeing C-17 britânico com veículos militares na base aérea de Brize Norton, no Reino Unido
Foto: AFP
C-17 em rota a Bamako, capital do Mali, faz uma escala na base aérea de Evreux, na França
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Soldados britânicos verificam o material carrega do no C-17, na base aérea de Norton
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Soldados franceses preparam os suprimentos na base aérea de Norton
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Imagem mostra soldados franceses carregando um caça Rafale com munição A2SM, na base aérea de Saint-Dizier antes de partir para o Mali
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As autoridades francesas estão usando forças no ar e por terra na ofensiva ao Mali
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Soldado francês posiciona uma bomba no caça Rafale na base militar de Saint-Dizier
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Militar francês faz os últimos ajustes em um caça Rafale em rota para o Mali
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Imagem divulgada nesta segunda-feira mostra caças Rafale antes de partir para a ofensiva no Mali
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Imagem divulgada pela Força Aérea Francesa nesta segunda-feira mostra um caça Rafale decolando de uma base militar em N'Djamena, no Chade, rumo ao Mali, onde a França enfrenta islamitas depois de ter recebido um pedido de ajuda do governo local. O ministro de defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse que houve um recuo dos rebeldes no leste, mas as tropas enfrentam dificuldades no oeste do país
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separador mundo dia 14 de janeiro
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Aeronave C130 belga aguarda para partir ao Mali na base aérea de Melsbroek
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Imagem mostra dois caças franceses no aeroporto da capital do Mali, Bamako
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Soldados do Mali ajudam militares franceses a retirar um helicóptero quebrado de um hangar no aeroporto de Bamako
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Tropas francesas preparam veículo militar no aeroporto de Bamako
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Cinegrafista filma a chegada de um avião de carga francês ao aeroporto da capital do Mali, Bamako, nesta terça-feira. As tropas bombardearam a localidade de Diabali, tomada por islamitas, enquanto Palácio do Eliseu anunciou a mobilização de mais 2,5 mil soldados. Atualmente há 750 militares franceses no país africano. "A França seguirá tendo forças em terra e ar", disse o presidente François Hollande
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Militares franceses baseados na Costa do Marfim desembarcam em uma base aérea próxima de Bamako para reforçar a intervenção no Mali
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Os militares chegaram nesta terça-feira à capital do Mali
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Junto com as tropas desembarcaram também veículos blindados
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Militar francês verifica o canhão de um tanque Sagaie na base militar 101, perto de Bamako, capital do Mali. Nesta terça-feira, as tropas francesas receberam o reforço de uma divisão que estava baseada na Costa do Marfim. Ao mesmo tempo, o presidente francês, François Hollande, reafirmou que os "terroristas serão destruídos"
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Imagem mostra um jato Mirage na base aérea 101, nas proximidades de Bamako
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Tropas do Mali entram em formação durante a visita do presidente Dioncounda Traoré à base 101
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Tropas francesas protegem uma ponte estratégia sobre o rio Níger em Markala, no Mali
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Militar francês checa o canhão de um blindado no caminho das tropas ao front de batalha
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Helicóptero militar francês chega à capital Bamako para se juntar à ofensiva francesa
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Imagem divulgada pelas Forças Armadas da França mostra a ação das tropas nas proximidades de Bamako, capital do Mali, através de um óculos de visão noturna. Nesta quarta-feira, as tropas francesas adentraram o território do Mali rumo ao norte do país, região ocupada por radicais. O primeiro alvo é a cidade de Diabali, no centro do país, tomada pelos salafistas na segunda-feira
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Um soldado francês é fotografado próximo a um dos aviões de combate na base área localizada perto de Bamaco
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Agentes do Exército Nacional do Mali fazem a segurança das proximidades da base militar da capital do Mali
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Um guarda de uma empresa de mineração disse que foi espancado por islâmicos que o acusaram de ser informante do exército malinês
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Imagem feita com um celular mostra insurgentes islâmicos na cidade de Gao
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Soldados togoleses chegam ao aeroporto de Bamaco para reforçar a ofensiva contra os rebeldes
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Soldados do Exército do Mali se dirigem à cidade de Niono, a 340 quilômetros ao norte de Bamaco
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Uma menina malinesa observa os soldados que faziam uma vistoria no ônibus no qual ela estava em um posto de controle de veículos em Niono
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Veículo blindado transporta jornalistas que acompanham as forças francesas em uma ponte de Markala
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Soldados da Nigéria participam de treinamento na base aérea de Bamaco antes de reforçar a ofensiva contra os rebeldes
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Militar francês do regimento de combate aéreo vigia um helicóptero Gazelle
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Em Niono, agentes das forças malinesas avançam
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Soldados do Exército do Mali aproveitam um raro momento de descanso entre os combates
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Crianças observam um tanque do Exército da França na cidade de Niono
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Um soldado francês faz sinal de vitória em cima de um dos blindados que participam da ação
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Avião francês chega com mais equipamentos militares para reforçar a ofensiva contra os rebeldes
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Tanques das forças francesas aguardam o carregamento de outro avião com suprimentos enviados a Sevare, no norte do país
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Militares malineses chegam à cidade de Diabaly, recuperada no dia 21 de janeiro
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Além de Diabaly, a cidade de Douentza, que também estava em poder dos rebeldes, foi reconquistada com apoio de soldados franceses
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Helicóptero levando militares franceses parte para uma operação no norte do Mali
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França combate islamitas no Mali por terra e pelo ar; veja
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Um malinês ora perto de soldados que controlam uma ponte estratégica no rio Níger, perto de Markala, 270 quilômetros ao norte da capital
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A forte presença militar nas ruas de Markala chama a atenção dos moradores locais
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O chefe do Exército do Mali disse que suas forças, apoiadas pelos militares francesas, devem recuperar em breve as cidades de Gao e Timbuktu
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Soldados do Exército da França se preparam para deixar um acampamento-base em Sevare
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Menina posa para foto em campo de refugiados na localidade de Sevare, no Mali
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Tropas se posicionam nos arredores de Sevare
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Soldados franceses se reúnem em Sevare antes de partir para o centro do país
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Um par de tênis foi deixado para trás em uma vila em Diabaly que estava ocupada por islamistas
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Imagem aérea mostra um campo de refugiados do Mali na fronteira com Burkina Faso
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Soldados do Chade preparam os veículos na localidade de Niamey antes de rumar ao Mali
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Crianças do Mali correm entre as barracas do campo de refugiados de Menteao
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Soldados americanos carregam um veículo militar em um avião C-17 na base aérea de Istres, na França. Os Estados Unidos decidiram ontem a ajudar a logística das forças francesas no país africano. Mais de 2,3 mil soldados franceses já estão no Mali, número que vai aumentar depois que Paris obteve ajuda de Washington
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