Líbia: Hezbollah condena crimes do regime de Kadafi
O grupo xiita libanês Hezbollah condenou nesta segunda-feira energicamente em comunicado os crimes cometidos pelo regime de Muammar Kadafi contra "os filhos inocentes e resistentes do povo líbio", ao quais desejou vitória.
Segundo a nota, "ninguém pode permanecer em silêncio perante os massacres cometidos pelo regime de Kadafi em várias cidades líbias, especialmente em Benghazi".
O Hezbollah acrescentou que "a opressão e a intimidação não protegerão o sistema corrupto e arrogante contra a vontade do povo", e afirmou que os mortos durante as revoltas dos últimos dias na Líbia foram assassinados de forma injusta.
O grupo xiita lembrou que o Líbano está "entre os primeiros países que sofreram com os crimes desse tirano com o sequestro do imame da resistência Moussa Sadr e de seus dois companheiros".
O imame Sadr, guia espiritual da comunidade xiita libanesa, desapareceu na Líbia em 1978, onde realizava uma viagem oficial, e desde essa data seu paradeiro nunca foi descoberto.
Dessa forma, incentivou o regime líbio a libertar os seus companheiros, assim como o povo da opressão.