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Somália: homem-bomba mata ao menos 18 em academia da polícia

14 dez 2017
11h54
atualizado às 12h24
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Um homem-bomba disfarçado de policial se explodiu dentro de um campo de treinamento da polícia na capital da Somália, Mogadíscio, e matou ao menos 18 agentes, disseram autoridades nesta quinta-feira.

Foto: Reuters

O porta-voz da polícia, major Mohamed Hussein, disse que o agressor tinha explosivos presos ao corpo e que se infiltrou na Academia de Treinamento da Polícia General Kahiye durante um desfile no início da manhã.

"A polícia estava se preparando para o 74º aniversário do dia da polícia. Enquanto eles queriam começar os exercícios, um homem-bomba entrou e se explodiu. Nós perdemos 18 policiais e 15 outros ficaram feridos", disse Muktar Hussein Afrah, vice-comandante da polícia na Somália, a repórteres no local da explosão.

"A polícia sempre continuará seu trabalho, apesar da morte."

Anteriormente, a polícia havia informado que a explosão tinha deixado 15 mortos.

O grupo militante islâmico Al Shabaab assumiu a responsabilidade pelo ataque e informou um saldo de mortes maior.

"Matamos 27 policiais e ferimos mais", afirmou Abdiasis Abu Musab, porta-voz de operações militares do grupo, à Reuters. O Al Shabaab realiza ataques com bomba em Mogadíscio e outras cidades com frequência.

O grupo, que é aliado da Al Qaeda, mantém uma insurgência contra o governo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e seus aliados da União Africana com o objetivo de derrubar a gestão e impor sua própria interpretação severa do islamismo.

Os militantes foram expulsos de Mogadíscio em 2011, e desde então vêm perdendo terreno constantemente para as forças combinadas das tropas pacificadoras da União Africana e das forças de segurança somalis.

O ataque desta quinta-feira ocorre no momento em que a União Africana finaliza planos para reduzir sua missão pacificadora, a Amison.

A força de 22 mil efetivos deve deixar a região até 2020, e alguns especialistas de segurança dizem que o Al Shabaab pode ter mais facilidade em realizar ataques à medida que as forças pacificadoras são reduzidas, porque as forças do governo terão dificuldade em replicar seu trabalho.

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