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Aeroportos fechados em Londres reabrem com restrições

17 mai 2010 - 06h54
(atualizado às 07h46)
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Atrasos e cancelamentos voltaram a afetar nesta segunda-feira os aeroportos britânicos, que reabriram no início da manhã após passar a noite fechados por conta de novas emissões de cinza vulcânica no espaço aéreo europeu.

Vulcão Eyjafjallajokull expele cinzas e prejudica o tráfego aéreo europeu
Vulcão Eyjafjallajokull expele cinzas e prejudica o tráfego aéreo europeu
Foto: Reuters

Os aeroportos de Heathrow, Gatwick e City, que servem a capital britânica, Londres, reiniciaram as operações de forma restrita a partir das 7h locais (3h em Brasília).

Um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil britânica (Natas, na sigla inglesa), disse que Gatwick estaria fechado para chegadas até as 13h locais, com as partidas ocorrendo de forma limitada.

Já a autoridade de aviação civil europeia, Eurocontrol, afirmou que as chegadas a Heathrow seriam limitadas a 30 por hora.

Os vôos para Dublin, na Irlanda, estão suspensos até o meio-dia (8h em Brasília). Também há atrasos e cancelamentos nos voos para a Escócia.

As restrições na Grã-Bretanha devem permanecer em vigor até a terça-feira. Passageiros estão sendo aconselhados a se informar antes de embarcar.

Cinzas

A nuvem de cinzas vulcânicas que parece estar passando pela Grã-Bretanha também afeta a Holanda. Os aeroportos holandeses de Amsterdã e Roterdã ficaram fechados por cerca de oito horas.

Nesta segunda-feira, companhias de trem anunciaram medidas extras para lidar com o provável aumento do volume de passageiros que tentam fugir das restrições aéreas.

O Eurostar, que liga a Grã-Bretanha ao continente europeu sob o Canal da Mancha, disse que oferecerá 3,5 mil assentos adicionais nesta segunda-feira para compensar a falta de opções criada pelas restrições aéreas.

Já a companhia de trens Virgin disse que oferecerá 7 mil lugares a mais em linhas entre as cidades de London, Birmingham, Glasgow e Edinburgo.

O fechamento do espaço aéreo britânico foi criticado por companhias aéreas, que dizem não ter evidências de que a medida seja necessária.

"Todos os voos-testes feitos por empresas aéreas, aeronaves e fabricantes de motores mostraram que não há evidências de que as empresas não possam voar com total segurança", disse o presidente da Virgin Atlantic, Richard Branson.

Representantes da British Airlines também criticaram a medida, que qualificaram de "restritiva demais". A BA, que está às vésperas de uma greve de funcionários, defendeu o direito de cada empresa de decidir se é seguro voar ou não.

No mês passado, as cinzas expelidas por um vulcão na geleira de Eyjafjallajokull, na Islândia, provocaram o fechamento do espaço aéreo em diversos países da Europa.

Milhares de voos foram adiados e cancelados, gerando um caos aéreo no continente e prejuízos para as companhias aéreas.

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