MPRS denuncia mulher por atuar como falsa psicóloga na Região Metropolitana
A denúncia foi aceita pela Justiça em 8 de agosto, e a acusada foi citada no dia 12 para apresentar resposta no prazo legal de dez dias
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Ivoti, denunciou no dia 2 de agosto uma mulher de 33 anos por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica. A denúncia foi aceita pela Justiça em 8 de agosto, e a acusada foi citada no dia 12 para apresentar resposta no prazo legal de dez dias.
De acordo com as investigações, a denunciada atuava como psicóloga sem possuir formação acadêmica nem registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Entre 2023 e maio de 2025, ela teria realizado atendimentos clínicos em Porto Alegre, Canoas e Guaíba, chegando a emitir diagnósticos, prestar orientações e encaminhar pacientes — inclusive crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
As apurações também revelaram que a mulher utilizava de forma indevida o número de registro de uma psicóloga regularmente inscrita no CRP. Para reforçar a fraude, confeccionava carimbos profissionais falsos e divulgava sua imagem como psicóloga em redes sociais e eventos, induzindo famílias e instituições ao erro quanto à sua habilitação legal.
Segundo a promotora de Justiça Marcéli da Silva Serafim Preis, a conduta da denunciada causou impactos significativos:
"A denunciada, com sua conduta, atingiu número considerável de famílias vulneráveis, em busca de encaminhamentos para tratamento de transtornos do neurodesenvolvimento como TEA e TDAH, de modo a provocar danos irreparáveis às crianças e aos adolescentes atendidos, a considerar o tempo de não intervenção adequada e o manejo desqualificado, além do dispêndio financeiro", destacou.
Com a informação MPRS.