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Morre Renato Rabelo ex-presidente do PCdoB

Ex-presidente da sigla e articulador da primeira campanha de Lula, Rabello faleceu aos 83 anos; militância e aliados destacam legado ideológico

15 fev 2026 - 20h35
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O cenário político brasileiro se despede de um de seus mais longevos dirigentes. Faleceu neste domingo (15), aos 83 anos, Renato Rabello, o ex-presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sigla que liderou entre 2001 e 2015. Em nota oficial, o partido expressou profunda consternação, afirmando que a militância, em sua homenagem, "[...] inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais".

Morre aos 83 anos Renato Rabello, ex
Morre aos 83 anos Renato Rabello, ex
Foto: presidente do PCdoB e ícone da esquerda brasileira - PC do B / Perfil Brasil

A história de Rabello confunde-se com a própria resistência democrática no Brasil. Vice-presidente da UNE durante a ditadura militar e egresso da Ação Popular (AP), ele integrou o núcleo que unificou forças ao PCdoB em 1973. Após enfrentar o exílio na França em 1976 — período marcado pela repressão brutal a dirigentes comunistas —, Renato retornou ao país com a Lei da Anistia, em 1979, focando seus esforços no fortalecimento das relações internacionais com nações como China, Vietnã e Cuba.

Legado de Rabello

Para o PCdoB, a contribuição de Rabello transcende a gestão partidária. "Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes", destaca o texto da legenda. Ao lado de João Amazonas, Renato foi peça-chave na criação da Frente Brasil Popular, que lançou a candidatura histórica de Lula em 1989.

Repercutindo a perda, a ministra Gleisi Hoffmann ressaltou a entrega de Rabello à causa dos trabalhadores: "Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio". No mesmo tom, a deputada Jandira Feghali descreveu o amigo como uma"referência ideológica, política e de afeto", lamentando que "o Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta". O líder comunista deixa um legado de defesa intransigente da soberania nacional e do socialismo.

Perfil Brasil
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