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Moro: fala de Bolsonaro é "confissão" de interferência na PF

Vídeo de reunião ministerial é apresentado à PF, PGR e ao próprio ex-ministro da Justiça

12 mai 2020
16h55 atualizado às 17h08
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16h55 atualizado às 17h08
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Foto: Danilo M. Yoshioka / Futura Press

O presidente Jair Bolsonaro admitiu claramente na reunião ministerial do dia 22 de abril que iria trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio Janeiro para defender a sua família, que, segundo ele, estaria sendo "perseguida".

O vídeo que foi apresentado nesta terça-feira à PF, à PGR e ao próprio ex-ministro da Justiça Sérgio Moro confirma essa associação feita por Bolsonaro entre a troca do superintendente no Rio e o interesse direto da sua família.

Nos bastidores, a defesa de Moro classifica a frase de Bolsonaro como "confissão" de interferência política. Logo depois de citar a família, o presidente disse em tom irritado que trocaria o superintendente do Rio, o diretor geral da PF e, se necessário, o próprio ministro da Justiça.

Logo, a defesa de Moro classifica o vídeo como "prova material" e "confissão" de Bolsonaro para as acusações que Moro fez de interferência política na PF. O ex-ministro fez essas acusações tanto na entrevista em que anunciou sua demissão da Justiça quanto no depoimento prestado nas investigações determinadas pelo Ministro Celso de Mello, do Supremo.

A situação de Bolsonaro piora bastante diante do vídeo da reunião, que poderá ou não ser tornado público, dependendo do próprio Celso de Mello.

Outra forte expectativa é quanto aos depoimentos dos três generais do Planalto, na tarde desta terça-feira: Braga Neto (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Segundo Moro, os três acompanharam as pressões do presidente para intervir politicamente na Polícia Federal.

Estadão
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