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#Verificamos: Feliciano não disse que ser negro é azar

4 dez 2018
15h56
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Circula nas redes sociais uma imagem que mostra uma foto do deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) e uma frase em que ele supostamente diz que ser gay é uma questão de escolha e que "ser negro é uma questão de azar". Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

Foto: Agência Lupa

 

"Não coloco os gays e negros no mesmo balde como muitos dizem por aí. Ser gay é uma questão de escolha, ser negro é uma questão de azar"
Imagem com suposta declaração do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) e que até as 18h30 do dia 3 de dezembro de 2018 tinha quase 50 compartilhamentos no Facebook

FALSO

Essa suposta declaração de Feliciano circula na internet desde, pelo menos, março de 2013, mas não há nenhum registro público - seja nos discursos do deputado na Câmara, em entrevistas concedidas à imprensa, em postagens feitas em suas redes sociais ou mesmo em falas realizadas em cultos evangélicos - de que o deputado tenha realmente dito esta frase.

Uma busca na internet só retorna resultados em que a frase analisada pela Lupa aparece sem qualquer referência de onde ou quando ela teria dita.

Em 2012, em audiência pública na Câmara Federal, Feliciano declarou o seguinte: "Índio nasce índio. Não tem como mudar. Negro nasce negro, não tem como mudar. Mas quem nasce homossexual pode mudar". Ele estava falando sobre a comparação, feita durante o debate, da homofobia com o racismo contra negros e índios. Em momento algum, afirmou ser um "azar" ser negro ou índio.

Em outras ocasiões, Feliciano deu declarações que poderiam ser consideradas racistas. Em 2011, por exemplo, declarou no Twitter que os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé. "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato". Posteriormente, apagou o tuíte.

A Lupa consultou a assessoria do deputado, que afirmou que a declaração é falsa.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Agência Lupa
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