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Médico de Bolsonaro faz nova revelação sobre o câncer do ex-presidente

Jair Bolsonaro foi internado para investigar lesões na pele. Exames confirmaram presença de carcinoma de células escamosas em dois pontos. Segundo o médico, exposição solar sem proteção é a principal causa

17 set 2025 - 16h13
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com um tipo de câncer de pele considerado de grau intermediário. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (17/9) pelo médico Cláudio Birolini, cirurgião que lidera a equipe responsável pelo tratamento de Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo ele, o ex-presidente já foi informado sobre o resultado dos exames e permanecerá em acompanhamento médico contínuo.

Bolsonaro (Reprodução/Divulgação)
Bolsonaro (Reprodução/Divulgação)
Foto: Contigo

Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar na terça-feira, 16, depois de relatar episódios de mal-estar enquanto estava em casa, onde cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a internação, os médicos decidiram investigar diversas lesões de pele que o ex-presidente apresentava em diferentes partes do corpo.

Conforme o boletim divulgado pelo hospital, foram retiradas oito lesões para biópsia, das quais sete levantaram suspeita de câncer. Os exames anatomopatológicos confirmaram que duas dessas lesões eram, de fato, malignas — tratava-se de um carcinoma de células escamosas in situ. Esse tipo de câncer de pele, segundo o Dr. Birolini, não é considerado o mais leve (como o carcinoma basocelular), mas também não está entre os mais agressivos (como o melanoma), sendo classificado como de risco intermediário.

"A lesão foi diagnosticada em estágio inicial. Em casos como esse, a cirurgia costuma ser suficiente para eliminar completamente o tumor", explicou o médico. "No entanto, é preciso manter vigilância constante, porque, diante do histórico de exposição solar intensa e prolongada, há risco de surgirem novas lesões no futuro."

De acordo com o especialista, Bolsonaro passou muitos anos da vida exposto ao sol sem o uso adequado de protetor solar — um hábito que contribui significativamente para o aparecimento de câncer de pele, especialmente em pessoas de pele clara. "É uma consequência acumulativa. São décadas de exposição solar sem proteção que acabam provocando esse tipo de problema", disse Birolini.

Além das lesões na pele, os médicos também identificaram outros pontos de atenção no quadro clínico do ex-presidente. Bolsonaro apresenta sinais de desidratação e está com anemia, além de relatar dificuldades para se alimentar adequadamente. Esses fatores, segundo o boletim médico, exigem observação e cuidados adicionais.

A previsão é que Bolsonaro possa ter alta nos próximos dias, mas isso dependerá da evolução de seu estado geral de saúde. A remoção dos pontos decorrentes da retirada das lesões poderá ser feita em até duas semanas, e isso pode acontecer tanto no próprio hospital quanto em sua residência, caso ele opte por manter o acompanhamento domiciliar.

"Ele está bem, estável e consciente. Mas, por precaução, vamos mantê-lo sob observação por mais um tempo", completou o médico.

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