Mãe de adolescente que morreu afogada achava que batismo seria na igreja: 'Não sabia'
Sessão de batismo terminou em tragédia no último domingo, 26; adolescente de 16 anos morreu afogada após ser levada pela correnteza
Hosana da Cruz, mãe da adolescente Hendiel Rane Estevão, que morreu afogada aos 16 anos durante uma sessão de batismo, afirmou que achava que a cerimônia religiosa seria feita na igreja. O batizado aconteceu no Rio Guandu, na altura do km 37 da antiga Estrada Rio-São Paulo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
"Não sabia que seria no Rio Guandu. Fiquei surpresa e preocupada quando vi onde estávamos", disse ela, que destacou que o local não tinha a estrutura adequada para o evento de batismo. "Perder um filho é uma dor que nunca vai sair da minha cabeça. Essa cena vai me marcar para sempre."
Segundo o portal Estado de Minas, a sessão de batismo já havia terminado quando os jovens decidiram tomar banho no rio para aliviar o calor. Hosana ainda disse que chegou a chamar a filha para ir embora, porém, o pastor teria autorizado os adolescentes a nadarem no local.
"Eu chamei minha filha para subir, mas o pastor disse que elas poderiam nadar. Ele entrou na água para tentar salvar, mas a correnteza era muito forte", contou. "O pastor não deveria ter permitido que as crianças entrassem naquela água perigosa. Minha filha não merecia isso."
ENTENDA O QUE ACONTECEU
No último domingo, 26, a adolescente participava de uma sessão de batismo quando foi levada pela correnteza na Prainha do Guandu no Rio de Janeiro. O pastor entrou na água para tentar salvá-la e acabou sendo levado.
"Foi tudo muito rápido. As crianças foram levadas, mas conseguiram sair. Mas a minha filha foi arrastada. O pastor tentou ajudar, salvar a Hendiel, e foi levado também. Ela já estava se afogando quando tentaram pegá-lá", contou a mãe, ao portal G1. Na manhã desta segunda-feira, 27, o corpo do pastor Edmilson Melo foi encontrado.
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