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Justiça

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Caso Henry Borel: Monique Medeiros passa mal ao ver imagens do corpo do filho durante júri

Após passar mal, acusada da morte do menino teria sido dispensada da sessão do júri nesta sexta-feira, 29

29 mai 2026 - 17h49
(atualizado às 17h57)
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Monique Medeiros no julgamento do caso Henry Borel
Monique Medeiros no julgamento do caso Henry Borel
Foto: Reprodução/CNN

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e uma das acusadas da morte do menino, passou mal durante o quinto dia de julgamento do caso, na manhã desta sexta-feira, 29, após ver fotos do corpo do filho. A situação ocorreu durante o depoimento do perito Luiz Carlos Leal Prestes. 

Segundo o perito, a criança teve uma morte “lenta e agônica” e “sofreu até sucumbir”. Prestes defendeu que Henry chegou morto ao hospital Barra D’Or, na zona sudoeste do Rio, no dia 8 de março de 2021. A informação contraria uma das versões da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, de que ele poderia ter morrido durante manobras de reanimação.

“Essa foi uma morte lenta, agônica. Essa criança sofreu. Com a multiplicidade de lesões, ela deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer e entrar em óbito. Ela sofreu durante um tempo até sucumbir”, declarou o perito. 

Ainda segundo Prestes, as múltiplas lesões encontradas no corpo do menino não podem, “de forma nenhuma”, terem sido causadas por uma queda acidental da cama, como aponta outra versão dada pela defesa de Jairo.

“A gente começa a desconfiar dessa versão porque uma criança de 4 anos consegue se defender. Estamos falando de uma criança ativa. Uma queda poderia causar uma única lesão, jamais o que nós vimos, essa multiplicidade de lesões em várias regiões”, reiterou. 

Enquanto exibia as imagens do corpo do menino, Monique passou mal e precisou de atendimento médico. Segundo a CNN, ela foi autorizada a não voltar mais ao plenário do júri nesta sexta. O Terra tentou confirmar a informação com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas não teve retorno até o momento. 

Ao todo, foram convocadas para o júri 27 testemunhas. Dez delas já foram ouvidas nas sessões anteriores. Também é esperado os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do pai de Henry, Leniel Borel. 

Relembre o caso

Henry morreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade. O então vereador Doutor Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, são apontados como os autores do crime. O casal alegava que havia encontrado ele desacordado. A perícia, no entanto, indicou que a causa da morte foi laceração hepática.

Henry Borel
Henry Borel
Foto: Reprodução/Instagram

Segundo a Justiça, o ex-vereador responde por homicídio qualificado por meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima, além de coação no curso do processo. Já Monique é julgada por homicídio por omissão qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e coação no curso do processo.

**Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Portal Terra
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