Caso Henry Borel: Advogado de Jairinho deixa hospital após infarto e afirma querer voltar para júri
Fabiano Lopes ficou internado por alguns dias e deixou hospital mesmo contra a vontade dos médicos
O advogado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, sofreu um infarto durante o final de semana e precisou ser hospitalizado. Nesta terça-feira, 26, Fabiano Lopes afirmou à Rádio Itatiaia que deixou o hospital, mesmo contra a vontade dos médicos, e que quer voltar para o júri que trata da morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
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"Assinei lá uma revelia, assumindo todas as responsabilidades”, declarou. O defensor do ex-parlamentar afirmou que teve o mesmo problema que o fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado morto no último sábado, 23, em seu apartamento em São Paulo. O atestado de óbito aponta que ele teve morte súbita por cardiomiopatia hipertrófica, associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.
Lopes, por sua vez, foi socorrido por colegas e internado no Hospital Glória D'or, no Rio de Janeiro, onde ficou internado por alguns dias. Segundo ele, foi apontado que ele teve um aumento do coração pelo uso de anos de substâncias anabolizantes.
“Isso nunca foi segredo para ninguém, eu nunca escondi, sempre usei e a conta chega. Que fique aí o recado para todos que fazem uso de anabolizantes, principalmente os undergrounds que usam sem acompanhamento médico. Mas eu digo, até mesmo com acompanhamento médico, eu tive”, declarou.
“Os médicos não queriam que eu saísse, que eu continuasse internado, mas eu tenho que cumprir o meu mister, não sei se será hoje ou amanhã, mas eu vou para o plenário terminar o que eu comecei, vou correr esse risco”, finalizou.
O júri
A sessão de julgamento do caso Henry Borel foi retomada nesta terça-feira, com a oitiva das testemunhas, após a sessão ser suspensa na segunda, 25, devido à um impasse com a defesa de Jairinho.
Após discussões, Lopes decidiu habilitar o próprio filho, o advogado Luís Fernando Santos, no processo. Na data do crime, ele estava no penúltimo ano da graduação e, desde que se formou, acompanha de perto o caso do pai.
Após a habilitação da nova defesa, ele fez um requerimento para que a outra ré, Monique Medeiros, fosse ouvida antes de Jairo, o que foi negado pela juíza Elisabeth Louro.
O julgamento já havia sido remarcado para 25 de maio após, em outra ocasião, a defesa de Jairo abandonar o tribunal do júri no dia 23 de março.
Relembre o caso
Henry morreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade. O então vereador Doutor Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, são apontados como os autores do crime. O casal alegava que havia encontrado ele desacordado. A perícia, no entanto, indicou que a causa da morte foi laceração hepática.
Segundo a Justiça, o ex-vereador responde por homicídio qualificado por meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima, além de coação no curso do processo. Já Monique é julgada por homicídio por omissão qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e coação no curso do processo.
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