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Justiça

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Cármen Lúcia diz que caso Banco Master não é a maior crise da história do STF

Ministra afirma que a Corte já enfrentou momentos mais graves e diz não ver um "divisor de águas" na credibilidade do Judiciário

8 jun 2026 - 21h04
(atualizado às 21h21)
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A ministra Cármen Lúcia, do STF.
A ministra Cármen Lúcia, do STF.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 8, não acreditar que o escândalo envolvendo o Banco Master represente a maior crise da história da Corte. A declaração foi dada em entrevista ao POD_i, podcast apresentado pela jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

"Eu não acho que haja uma crise maior do que outras. O Supremo já viveu páginas muito importantes e muito graves. Nós conhecemos pouco da história do Judiciário", afirmou.

A ministra disse acreditar que momentos de turbulência institucional acabam sendo superados.

"Supera-se tudo porque a instituição é maior do que as pessoas. Eu não acho que houve um divisor de águas na credibilidade do Judiciário sob a perspectiva da população", declarou.

O caso Banco Master revelou relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, e ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques.

Segundo o jornal O Globo, Vorcaro firmou um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa de Moraes. Já Toffoli admitiu ser sócio de uma empresa que recebeu aportes do banqueiro. Nunes Marques, por sua vez, viajou em uma aeronave particular pertencente a uma empresa responsável pela administração do patrimônio de Vorcaro.

Código de Ética

Cármen Lúcia afirmou que o parecer sobre o Código de Ética do Supremo Tribunal Federal (STF), do qual é relatora, ficará pronto "muito antes" do fim deste ano. A ministra revelou que foi convidada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para assumir a relatoria do texto.

"Ser relator significa fazer um apanhado das ideias, articular alguma coisa e entregar para ele oferecer e discutir com os colegas. É o papel dele, como presidente, e ele tem se empenhado para isso", afirmou.

Após a conclusão do parecer, a proposta ainda deverá ser debatida entre os ministros do STF. Somente depois dessa etapa o texto poderá ser levado ao plenário da Corte para votação.

A ministra também classificou como "gravíssima" a questão dos chamados penduricalhos no serviço público e defendeu o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados.

Segundo Cármen Lúcia, a manutenção dos vencimentos integrais após a aplicação da sanção gera uma percepção negativa na sociedade.

"Isto é ética. Essa decisão deve ser tomada porque, senão, o povo fica achando que está pagando duas vezes: por ele estar lá e porque errou. E, mesmo com a sanção, vai continuar pagando", afirmou.

Fonte: Portal Terra
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