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MP denuncia Deolane Bezerra por suposta ligação com o PCC e aponta movimentação milionária suspeita

Influenciadora presa desde maio é acusada de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa

10 jun 2026 - 16h36
(atualizado às 17h12)
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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chega ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) na região central de São Paulo, na quinta-feira, 21 de maio de 2026. A operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu Deolane Bezerra sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público suspeita que a influenciadora tinha ligação com um esquema de lavagem de dinheiro estruturado por meio de uma transportadora de valores do interior de São Paulo controlado pela facção.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chega ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) na região central de São Paulo, na quinta-feira, 21 de maio de 2026. A operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu Deolane Bezerra sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público suspeita que a influenciadora tinha ligação com um esquema de lavagem de dinheiro estruturado por meio de uma transportadora de valores do interior de São Paulo controlado pela facção.
Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

A influenciadora digital Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia foi apresentada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da influenciadora.

Deolane está presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A decisão que manteve sua prisão foi tomada nesta terça-feira, 9.

Deolane diz que estava ‘trabalhando’ ao ser questionada sobre lavagem de dinheiro para Marcola:

A influenciadora foi alvo de uma operação policial que investiga sua atuação em atividades relacionadas à facção criminosa. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ela teria exercido a função de movimentar recursos financeiros de atividades ilícitas, atuando como uma espécie de "caixa" da organização.

O documento foi assinado pelo promotor Lincoln Gakiya. Além de Deolane, também foi denunciado Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como a principal liderança da facção. Ambos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

Ao Terra, a defesa da Deolane afirmou que não teve acesso a acusação e apresenterá a devida resposta quando for citada. A defesa tambpem reafirmou que "Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo".

Entre os principais pontos da investigação está a movimentação de aproximadamente R$ 40 milhões nas contas da influenciadora. Conforme apuram a Polícia Civil e o Ministério Público, há suspeitas de que os recursos tenham origem em uma transportadora de fachada localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista.

De acordo com os investigadores, a empresa teria sido utilizada para ocultar patrimônio e movimentar valores provenientes do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, uma das principais fontes de arrecadação atribuídas ao PCC.

A ostentação de bens de luxo nas redes sociais também se tornou uma das principais frentes da investigação. Carros de alto padrão, joias, viagens internacionais e outros itens exibidos pela influenciadora se tornaram foco da apuração sobre uma possível lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, Deolane apresentaria um "padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada". O Ministério Público sustenta ainda que essa circunstância "se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio".

*Com informações da Agência Estado

Fonte: Portal Terra
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