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Israel critica decisão do Brasil na ONU e fala em 'profunda falha moral'

24 jul 2025 - 16h59
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O governo de Israel acusou o Brasil de agir com "profunda falha moral", após o anúncio da entrada do país como parte interessada no processo aberto pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que responsabiliza o governo israelense por crimes de genocídio na Faixa de Gaza. A crítica foi publicada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério das Relações Exteriores israelense, que também classificou a decisão como "imprudente e vergonhosa".

O premiê israelense Benjamin Netanyahu
O premiê israelense Benjamin Netanyahu
Foto: depositphotos.com / Ale_Mi / Perfil Brasil

O posicionamento israelense veio um dia após o Itamaraty confirmar que o Brasil apresentará sua manifestação à CIJ, reforçando as acusações de que o país comandado por Benjamin Netanyahu estaria violando a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Essa convenção define como genocídio qualquer ato praticado com o objetivo de "cometida com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso".

"A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ [...] é uma demonstração de uma profunda falha moral", declarou o governo israelense.

"Num tempo em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso", acrescentou a nota oficial.

O Brasil ignora o Hamas?

A representação diplomática de Israel em Brasília também reagiu. Em comunicado, a embaixada afirmou que não há genocídio em curso em Gaza e que, ao aderir ao processo internacional, o governo brasileiro ignora os ataques promovidos pelo grupo extremista Hamas, que controla o território palestino.

Em defesa da adesão ao caso, o Itamaraty sustentou que a comunidade internacional "não pode permanecer inerte diante das atrocidades em curso" em Gaza. A nota também expressa "profunda indignação diante dos recorrentes episódios de violência contra a população civil no Estado da Palestina".

Segundo o comunicado oficial, têm sido observadas, com frequência, "graves violações de Direitos Humanos e Humanitário", como a destruição de infraestrutura civil, ataques a instalações da ONU e "violência indiscriminada e vandalismo por colonos extremistas", além da "utilização despudorada da fome como arma de guerra".

Perfil Brasil
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