Israel confirma morte de líder do governo do Hamas após ofensiva
O governo israelense anunciou a morte de Essam al-Da'alis, chefe de governo do Hamas, durante uma operação militar na Faixa de Gaza. A ação ocorreu entre a noite de segunda-feira (18) e a madrugada de terça (19), segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).
As autoridades militares afirmam que Essam al-Da'alis coordenava a estrutura administrativa do grupo e integrava diferentes setores do Hamas para fins terroristas. O ataque, segundo Israel, faz parte de uma estratégia para "enfraquecer as capacidades governamentais e militares" do grupo.
"Ao longo do último dia, a IDF atacou dezenas de alvos terroristas e terroristas em toda a Faixa de Gaza, incluindo membros de nível intermediário e alto do Escritório Político do Hamas. Os ataques foram conduzidos para enfraquecer as capacidades governamentais e militares do Hamas e remover ameaças ao Estado de Israel e seus cidadãos", afirmou o comunicado.
Ainda de acordo com o texto, além de al-Da'alis, há possibilidade de que mais três integrantes do grupo também tenham sido mortos: Mahmoud Marzouk Ahmed Abu-Watfa, ministro de Assuntos Internos, responsável pelas Forças de Segurança Interna do Hamas; Bahajat Hassan Mohammed Abu-Sultan, chefe das Forças de Segurança Interna do grupo; e Ahmed Amar Abdullah Alhata, ministro da Justiça do Hamas.
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O que motivou a nova ofensiva de Israel contra o Hamas?
Após semanas de relativa trégua, as Forças Armadas de Israel voltaram a bombardear a Faixa de Gaza na segunda-feira (17). A operação teria sido motivada, segundo o governo israelense, pela recusa do Hamas em libertar reféns ainda mantidos em cativeiro.
Os ataques romperam o cessar-fogo que estava em vigor desde janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, ao menos 413 pessoas morreram e 660 ficaram feridas nos bombardeios mais recentes.
O Exército de Israel declarou que seus alvos incluem combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica, além de depósitos de armas e instalações militares. Não foram divulgadas informações sobre os locais específicos atingidos na Faixa de Gaza.
Tanques israelenses foram vistos ao longo da fronteira, indicando uma possível retomada das incursões terrestres.