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Irã e EUA atingem navios-tanque na maior onda de ataques à navegação desde início da guerra

9 set 2026 - 08h14
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Resumo
Na maior onda de ataques mútuos à navegação em seis meses de conflito, os EUA afundaram cinco petroleiros iranianos após terem navios alvejados por mísseis. Em retaliação, o Irã atacou dez embarcações perto do Estreito de Ormuz e lançou mísseis contra uma base usada por forças americanas na Jordânia. A escalada militar na região estratégica fez o barril do petróleo Brent superar os US$ 100 pela primeira vez desde julho, provocando também recordes históricos nos preços de combustíveis nos EUA.

O ‌Irã disse nesta quarta-feira que atacou 10 navios perto do Estreito de Ormuz, depois que os EUA afundaram cinco petroleiros iranianos, na maior onda declarada de ataques recíprocos contra a navegação marítima por ambas as partes desde o início da guerra, que já dura seis meses.

Os ataques dentro e ao redor dessa importante via navegável fizeram o preço ⁠do petróleo disparar, com o índice internacional de referência do petróleo Brent ultrapassando os US$100 ‌por barril pela primeira vez desde julho. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos, tema politicamente delicado, atingiu um novo recorde histórico acima de US$5,94 por ‌galão.

O Irã também afirmou ter disparado mísseis balísticos contra ‌uma base usada pelas forças norte-americanas na Jordânia. Os ataques de ambos os ⁠lados desde o final de agosto romperam um mês de relativa calma, com os EUA e o Irã atingindo alvos militares, de navegação e do setor energético.

Nos últimos dias, também se observou uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen, um segundo teatro de guerra que ameaça o abastecimento global de energia proveniente do ‌Oriente Médio.

VÍDEO MOSTRA PETROLEIROS IRANIANOS EM CHAMAS

Os norte-americanos afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a ‌madrugada, divulgando um vídeo dos ⁠navios em chamas antes ⁠de afundarem. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA classificou seus ataques como uma resposta ⁠à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que atacou ‌duas vezes um navio de ‌guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos nos dois dias anteriores. Nenhum norte-americano ficou ferido, segundo os EUA.

Washington anunciou uma nova política de atacar petroleiros iranianos em retaliação a ataques que ameaçam seus navios de guerra. O Irã afirma que ⁠está impondo uma zona de exclusão mais ampla ao redor do estreito e utilizando mísseis novos e mais potentes para atacar navios dos EUA.

"O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, cada vez que fizerem isso ou tentarem fazê-lo, perderão petroleiros", disse o secretário de Estado dos EUA, ‌Marco Rubio, a repórteres durante uma visita à Colômbia.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou na quarta-feira que havia respondido com um ataque com mísseis balísticos contra uma base usada pelas ⁠forças norte-americanas perto de Al Azraq, no leste da Jordânia, e que havia disparado contra duas embarcações dos EUA e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz que havia sido declarada como zona de proibição.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos de vários navios mercantes atingidos por disparos incapacitantes no norte do Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, em ambos os lados do estreito. Não foi possível confirmar imediatamente se houve vítimas ou impacto ambiental.

A agência também disse que uma embarcação teria sido vista inclinada, o que possivelmente indica que ela teria entrado em água após ser atingida por um projétil ao largo de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos.

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