Homem toca violão durante cirurgia para retirada de tumor no cérebro
Homem toca violão durante cirurgia para retirada de tumor no cérebro do tamanho de um kiwi; veja detalhes
Um procedimento médico incomum e emocionante chamou a atenção no Reino Unido. O auditor de saúde Paul Welsh-Dalton, de 44 anos, passou por uma cirurgia delicada para retirada de um tumor cerebral do tamanho de um kiwi e surpreendeu ao tocar violão durante a operação. O paciente, que também é músico amador, sofreu de afasia e dores de cabeça frequentes até ser levado ao hospital após uma convulsão em sua casa, em Plymouth, na Inglaterra.
O poder do violão
Após exames detalhados, os médicos identificaram que Paul tinha um oligodendroglioma, um tipo raro e maligno de tumor cerebral. Diante da gravidade, foi necessária uma craniotomia que durou cerca de cinco horas. Durante todo o processo, Paul concordou e tocou seu violão, ajudando a equipe médica a monitorar em tempo real se suas funções neurológicas estavam sendo preservadas.
Enquanto os cirurgiões retiraram 98% da massa tumoral , ele executou três canções icônicas: "Good Riddance (Time Of Your Life)" , do Green Day, "Tribute" , da dupla Tenacious D, e "Wonderwall", do Oasis. A música serviu como uma espécie de guia para os especialistas acompanharem possíveis impactos na progressão motora e na memória do paciente.
Paul relatou que levou o instrumento para o centro cirúrgico após uma conversa descontraída com o médico responsável: "Em me encontrei com o cirurgião que fiz a cirurgia e mencionei o quanto o violão é importante para mim. Toco violão há 30 anos", contou. "Ele apenas disse: 'Traga-o aqui e vamos ver se conseguimos encaixar'. Tocar violão enquanto faz uma cirurgia no cérebro foi uma experiência surreal", acrescentou o inglês, que é casado e pai de cinco filhos.
Que história!
O procedimento foi realizado em 28 de março. Desde então, Paul já concluiu seis semanas e meia de radioterapia e deve iniciar, em outubro, um ciclo de nove meses de quimioterapia. A história de Welsh-Dalton vem sendo tratada como exemplo de força e esperança. Para ele, a música não apenas se tornou uma ferramenta de monitoramento clínico, mas também um símbolo de resiliência diante de um dos maiores desafios de sua vida.