Homem é preso após tentar invadir Palácio do Planalto e ser atingido por tiros de borracha
Na madrugada desta quarta-feira (10), Leonildo dos Santos Fulgieri, de 54 anos, foi detido após tentar forçar a entrada no Palácio do Planalto, em Brasília. Militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) usaram tiros de borracha para contê-lo depois que ele pulou as grades e avançou em direção à rampa do segundo andar, área de acesso restrito.
Ferido no quadril e na perna, o invasor foi levado à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde prestou depoimento. A corporação informou em nota: "O suspeito foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no DF, onde foi lavrado o termo e encaminhado para atendimento médico e avaliação psiquiátrica. O caso foi enquadrado nos crimes de resistência e desobediência e encaminhado ao Juizado Especial Federal."
Tentativas anteriores e histórico de invasões
O episódio não foi o primeiro envolvendo o mesmo homem. Horas antes, a Polícia Militar havia registrado ocorrência semelhante. De acordo com a corporação, ele já era "conhecido" por episódios parecidos.
Ainda segundo a PM, naquela ocasião, apresentava sinais de "possível desorientação mental". O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas não constatou necessidade de internação. O homem foi levado à 5ª Delegacia de Polícia, mas voltou ao Planalto pouco depois, quando acabou atingido pelos disparos do GSI.
Nos dias anteriores, Leonildo também tentou acessar o edifício-sede do Senado Federal. Testemunhas relataram que afirmou querer "sentar no trono", em referência à cadeira do presidente da Casa.
Reforço na segurança do Planalto
O Palácio do Planalto, sede do Executivo, fica na Praça dos Três Poderes, no centro de Brasília. Atualmente, o local conta com ao menos duas fileiras de grades.
A proteção extra foi retomada após episódios recentes de tensão política. Em julho de 2025, por exemplo, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram montar acampamento em frente à Praça dos Três Poderes, as barreiras foram reinstaladas. O mesmo ocorreu em setembro, durante o julgamento de envolvidos em atos golpistas.
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia ordenado a retirada dos gradis, instalados no governo Dilma Rousseff, mas a medida não durou dois anos.