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Guilherme Mazieiro

STF homologa delação de Ronnie Lessa, preso por matar Marielle

Segundo Lewandowski, a delação foi homologada depois ter passado por uma audiência com o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes

19 mar 2024 - 18h53
(atualizado às 22h15)
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Resumo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou que a delação premiada de Ronnie Lessa foi homologada no STF. Élcio Queiroz já havia fechado um acordo de delação em 2021, levando a crer que brevemente se conhecerá o mandante do assassinato de Marielle Franco.
Assassinada em março de 2018, Marielle tornou-se símbolo da luta contra a violência política e pela representação feminina em espaços de poder.
Assassinada em março de 2018, Marielle tornou-se símbolo da luta contra a violência política e pela representação feminina em espaços de poder.
Foto: DW / Deutsche Welle

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta terça-feira, 19, que a delação premiada de Ronnie Lessa foi homologada no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-policial militar está preso pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. O pronunciamento do ministro levou cerca de três minutos e meio. Os jornalistas não puderam fazer perguntas.

Segundo o ministro, a delação foi homologada depois ter passado por uma audiência com o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, nesta segunda, 18. Lewandowski disse que não tem ciência do conteúdo da delação, que corre em sigilo, mas que, durante a audiência, Lessa confirmou “todos os termos da colaboração premiada”.

“Nos levam a crer que brevemente teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco”, disse o ministro.

Segundo o ministro, o processo segue em segredo de Justiça, pelas mãos de Alexandre e Moraes, no STF.

“É importante que se diga que o trabalho da polícia contou com a participação do Ministério Público Federal e Estadual”, disse.

O assassinato de Marielle Franco completou seis anos no dia 14 de março, sem que tenha sido totalmente esclarecido. Embora estejam presos os apontados como o autor dos disparos e o motorista que o conduziu naquela noite de 17 de março de 2018 no Rio de Janeiro, ainda falta saber quem mandou matar Marielle.

Outro preso pelo crime, o ex-policial militar que participou da execução Élcio Queiroz, motorista do carro utilizado pelos criminosos para o crime, fechou um acordo de delação premiada em 2023 e trouxe à tona novas peças que desvendam o planejamento e o desdobramento dos assassinatos.

Fonte: Guilherme Mazieiro Guilherme Mazieiro é repórter e cobre política em Brasília (DF). Já trabalhou nas redações de O Estado de S. Paulo, EPTV/Globo Campinas, UOL e The Intercept Brasil. Formado em jornalismo na Puc-Campinas, com especialização em Gestão Pública e Governo na Unicamp. As opiniões do colunista não representam a visão do Terra. 
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