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Guerra no Irã trava montadoras: entenda o impacto no preço e na entrega do seu próximo carro

Descubra como o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz está gerando um efeito dominó que encarece fretes, seguros e veículos globalmente

7 abr 2026 - 18h08
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As limitações de trânsito no Estreito de Ormuz, um dos desdobramentos críticos da Guerra no Irã, estão prejudicando severamente a indústria automotiva mundial e o mercado de petróleo. Embora a via não esteja oficialmente fechada, muitas empresas de transporte já avaliam que a passagem não é uma opção viável devido aos riscos de segurança. Essa decisão tem provocado disrupções profundas na cadeia de suprimentos global. Segundo informações do Jornal do Carro do Estadão publicadas nesta terça-feira (07), se a instabilidade persistir ao longo do mês de abril e a reabertura ocorrer de forma lenta em maio, entre 800 mil e 900 mil carros podem deixar de ser vendidos apenas neste ano.

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz
Foto: Getty Images/Getty Images / Perfil Brasil

Os efeitos dessa crise logística multiplicam-se rapidamente por todos os elos do setor. Com o fluxo de componentes e veículos prontos interrompido, os prazos de entrega de novos automóveis tornam-se cada vez maiores. Como consequência direta, os preços dos carros zero-quilômetro sobem, impulsionados também pela alta nos valores do frete internacional e do seguro marítimo. De acordo com dados da consultoria especializada S&P Global Mobility, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto totalmente até o final deste mês de abril, a retomada dos volumes normais de entrega provavelmente não ocorrerá antes do segundo semestre de 2026.

O prejuízo acumulado não deve se limitar ao calendário atual. Analistas preveem que outros 500 mil veículos deixem de ser comercializados em 2027 como reflexo tardio da guerra, elevando o total de unidades perdidas para 1,4 milhão em dois anos. Desse montante, ao menos 200 mil unidades deixariam de ser vendidas em mercados estratégicos do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Omã e Bahrein. Além disso, a produção global será impactada em polos exportadores fundamentais, com destaque para as fábricas localizadas na China, Japão e Coreia do Sul.

Especialistas apontam que as regiões do leste e sudeste asiático, além da Oceania, já sentem os reflexos imediatos no bolso com o aumento do combustível e do preço final dos veículos. Esta análise considera um cenário em que as hostilidades terminem nas próximas semanas. Caso o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel se arraste por meses ou anos, os danos à economia global serão ainda mais severos. O bloqueio de uma rota por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial transforma-se, assim, em um gargalo perigoso que ameaça paralisar linhas de montagem e inflacionar o transporte em escala planetária.

Perfil Brasil
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