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FIA cria sistema para evitar disparidade na Fórmula 1

28 jan 2026 - 14h07
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O novo regulamento da Fórmula 1 é responsável pela nova distribuição da unidade de potência, que será alimentada de maneira igualitária pelo motor a combustão e pela parte elétrica, e por uma mudança drástica no cenário das fabricantes.

Fórmula 1 inicia o ano em Barcelona
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Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images / Perfil Brasil

Enquanto a Cadillac é apoiada pela GM, a Audi irá estrear com um carro inteiramente próprio, incluindo o motor. Já a Red Bull iniciou uma nova parceria de unidade de potência com a Ford após encerrar o contrato com a Honda, que passou a fornecer para a Aston Martin. Mercedes e Ferrari seguem sendo suas próprias fabricantes.

Com diferentes fornecedoras no grid, algumas mais experientes do que outras, a disparidade é esperada, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) criou uma solução para o problema. O ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, na sigla em inglês) foi criado como um mecanismo para buscar o equilíbrio entre as equipes.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, explicou como o ADUO irá funcionar: "Nós medimos a performance das unidades de potência por vários meios, de forma muito robusta, fazendo uma média de três blocos de seis corridas cada. Com base nisso, aqueles que estiverem mais de dois por cento abaixo em potência do motor de combustão interna, ou quatro por cento, ou seis por cento, passam a receber gradualmente mais desses benefícios", disse ao site RacingNews365.

Os benefícios desse sistema incluem mais horas de dinamômetro, mais oportunidades de homologação e maior flexibilidade no teto de gastos, o que permitiria às equipes extrapolar o orçamento inicialmente planejado para o desenvolvimento do motor, caso seja necessário. Para a FIA, Tombazis explica, medidas como essas são importantes porque um teto orçamentário pode colocar um time em desvantagem e "miséria permanente".

"Também temos um plano para conceder um 'desconto' no teto de gastos caso haja problemas sérios de confiabilidade, porque essas unidades de potência são extremamente caras", revelou. "É possível imaginar que, se os motores começarem a quebrar a torto e a direito, em metade de uma temporada o teto de gastos já estará esgotado. De repente, não haverá mais dinheiro disponível e a situação se tornará crítica, deixando como única opção a saída do esporte."

"Claramente, não queremos jamais chegar a um cenário em que esses fabricantes se sintam obrigados a deixar a Fórmula 1 por não terem nenhuma esperança de se tornarem competitivos. Isso anularia completamente o propósito de eles terem entrado no esporte", alertou.

O diretor também destacou que a medida tomada pela FIA é mais adequada do que tentar um 'balanço de desempenho', como acontece em outras categorias do automobilismo. Segundo ele, esse modelo seria injusto, enquanto, com o ADUO, as fabricantes terão oportunidades igualitárias para alcançarem uma a outra.

"Eu defenderia de forma muito firme que não se use o termo 'balanceamento de desempenho' ou qualquer coisa parecida. No fim das contas, é preciso lembrar que todos os carros que competem na pista operam sob os mesmos regulamentos técnicos. Não existem maneiras artificiais de dar mais desempenho a um ou a outro, todos seguem as mesmas regras. O que acontece é que alguns, se começam atrás, recebem oportunidades de recuperação", ressaltou Tombazis.

"Também vale dizer que, na Fórmula 1, tanto no chassi quanto no motor, há uma enorme quantidade de know-how, experiência acumulada, conhecimento e infraestrutura. Tudo isso torna extremamente difícil para um estreante se tornar competitivo rapidamente. Você realmente começa em desvantagem e um dos objetivos tem sido justamente permitir a entrada de novos competidores, tanto equipes quanto fabricantes", concluiu.

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