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"Estava no lugar errado, na hora errada. Eu não fiz nada", disse o empresário à esposa após a morte de gari

4 set 2025 - 10h33
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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, enviou mensagens à esposa logo após matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. Nas conversas recuperadas pela polícia, ele disse ter estado "no lugar errado e na hora errada" durante o episódio.

Por mensagem, Renê afirmou que estava no lugar errado e na hora errada
Por mensagem, Renê afirmou que estava no lugar errado e na hora errada
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Preso em uma academia de luxo, Renê Júnior gravou um áudio para a mulher, a delegada Ana Paula Lamêgo Balbino, relatando que se encontrava em um estacionamento quando foi surpreendido por policiais.

"Estava no lugar errado na hora errada. Amor, eu não fiz nada", afirmou em uma das mensagens.

O que ele pediu à esposa?

Dias depois, o empresário foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça. Segundo a investigação, o crime ocorreu após uma discussão no trânsito, quando ele se irritou com a passagem de um caminhão de lixo. A delegada também foi indiciada por permitir que o marido usasse sua arma.

Antes de confessar o assassinato, Renê tentou negar a participação. Mais tarde, pediu à esposa que entregasse outra arma em seu lugar. Na delegacia, enviou mensagem solicitando uma pistola 9 milímetros, em vez da pistola calibre 380 utilizada no crime.

"Entrega a nove milímetros. Não pega a outra. A nove milímetros não tem nada", escreveu.

Mensagens sem resposta

De acordo com o inquérito, Ana Paula não atendeu ao pedido. O empresário responde por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Se condenado, pode pegar até 35 anos de prisão.

Como servidora pública, a delegada poderá ter a pena ampliada em até 50%, além de responder por porte ilegal de arma. A decisão caberá ao Poder Judiciário.

Vídeos revelam comportamento armado

Imagens anexadas ao inquérito mostram que Renê costumava ostentar armas e até o distintivo da esposa. Em uma gravação feita durante o réveillon, aparece disparando uma espingarda da varanda de uma casa.

Na cena, ele está acompanhado de outras pessoas que parecem comemorar. "Não vai explodir isso aqui, não? O impacto...", questiona uma mulher. Outra acrescenta: "Isso aí acerta mais de 200 metros."

Em seguida, um homem entrega a arma a Renê. "Já está armada", diz. O empresário aponta para a frente, e um dos presentes comenta: "Pode ir, pode ir. Filma aí, amor. Filma aí. Vai lá, Renezão."

Após o disparo, o grupo reage. "É tiro e queda, né", comenta um homem. O empresário, sorrindo, completa: "É, isso aqui... Isso aqui, meu irmão, pegou, arranca perna."

Perfil Brasil
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