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EUA interceptam petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela; veja vídeo

Forças Armadas dos EUA vinham perseguindo petroleiro como parte de campanha de pressão à Venezuela. Medida aprofunda o confronto com a Rússia após captura de Maduro

7 jan 2026 - 12h01
(atualizado às 12h28)
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EUA interceptam navio petroleiro no Caribe horas após detenção de embarcação russa vinculada à Venezuela:

As Forças Armadas dos Estados Unidos interceptaram um petroleiro sancionado ligado à Venezuela no Atlântico Norte após persegui-lo durante semanas, em uma potencial escalada da crise iniciada pela captura do ditador Nicolás Maduro no sábado, 3.

A interceptação foi confirmada por agências internacionais. A rede estatal russa RT veiculou um vídeo que mostra um helicóptero americano circulando a embarcação em águas internacionais.

A perseguição ao navio Marinera, um petroleiro com bandeira russa que transportava óleo venezuelano no Oceano Atlântico, começou há duas semanas.

Navio petroleiro Bella-1 foi interceptado pelos EUA
Navio petroleiro Bella-1 foi interceptado pelos EUA
Foto: Hakon Rimmereid/Reuters

O governo de Donald Trump determinou em dezembro um embargo a todo o transporte de petróleo e derivados para dentro e fora da Venezuela.

Os EUA interceptaram um petroleiro e, desde então, diversos navios desligaram seus sistemas de comunicação e começaram a fugir das forças americanas.

O Bella-1, que navegava com bandeira da Guiana, mudou de nome para Marinera e passou usar registro estatal russo.

O navio foi sancionado pelos EUA em 2024 por supostamente contrabandear carga para uma empresa ligada ao grupo libanês Hezbollah. A Guarda Costeira dos EUA tentou abordá-lo no Caribe em dezembro, quando ele se dirigia para a Venezuela. O navio recusou a abordagem e seguiu pelo Atlântico.

A apreensão do petroleiro ocorre quatro dias depois da incursão em Caracas que capturou o ditador da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Após a captura do ditador deposto, funcionários do governo Trump afirmaram que continuariam a apreender navios sancionados ligados ao país latino. / AP

Estadão
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