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Entrega de controle da Braskem para o IG4 avança e agora só depende do aval da justiça

Expectativa do mercado é de que expedição da autorização fique em torno de 30 dias

12 mai 2026 - 22h02
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Depois de muitas idas e vindas, transferência de controle da Braskem agora só depende do aval da justiça
Depois de muitas idas e vindas, transferência de controle da Braskem agora só depende do aval da justiça
Foto: Divulgação/Braskem / Estadão

A etapa final para a entrega do controle da Braskem para a IG4 Capital está nas mãos da Justiça. Na semana passada, foi feito um pedido de autorização judicial de alienação das ações da Novonor (ex-Odebrecht), que detém uma fatia de 50,1% do capital votante da Braskem, para a gestora.

De acordo com fontes, não há prazo definido para a expedição de tal autorização, mas as expectativas são de que fique em torno de 30 dias.

Já o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, que é a maior acionista da Braskem, afirmou nesta terça-feira que o "closing" da transferência do controle pode acontecer entre "30 e 90 dias". A relevância desta data está no fato de que somente após essa autorização, a IG4 terá efetivamente poderes para sentar-se na mesa de comando da Braskem e a companhia dar início a uma aguardada reestruturação de suas dívidas, que somavam US$ 9,4 bilhões até o final de 2025.

A Braskem tem mais de US$ 140 milhões em juro de títulos emitidos no exterior com vencimento em julho, além de outros US$ 78,19 milhões vencendo em agosto. Portanto, o que se comenta no mercado é que haveria uma pressão para que as negociações começassem antes de tais vencimentos. A Braskem divulga o balanço do primeiro trimestre nesta quarta-feira, dia 14.

A relevância desta data está no fato de que somente após essa autorização, a IG4 terá efetivamente poderes para sentar-se na mesa de comando da Braskem e a companhia dar início a uma aguardada reestruturação de suas dívidas, que somavam US$ 9,4 bilhões até o final de 2025.

A Braskem divulga o balanço do primeiro trimestre hoje, dia 14. A IG4 assumiu os créditos detidos pelos maiores bancos do Brasil contra a Novonor, que tinham ações da Braskem dadas em garantia.

Em 20 de abril, a Novonor e a IG4 assinaram acordo de quitação parcial dessa dívida e transferência das ações. Essa dívida girava em torno de R$ 20 bilhões, muito superior ao valor de mercado do total da companhia, de pouco mais de R$ 8 bilhões. Por isso, houve a quitação parcial das dívidas que foram adquiridas pela IG4 em acordo com Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que originalmente eram donos desses créditos.

Um acordo para o tratamento desse rescaldo foi firmado entre a Novonor e a IG4, dentro de um plano de recuperação judicial da NSPINV, veículo de investimento por meio do qual o Grupo detinha as ações da Braskem.

O pedido de recuperação judicial da NSPINV foi deferido em 28 de abril. A Novonor está em recuperação judicial e a transferência do controle deve levar à necessidade de atualizar seu próprio plano. A ex-Odebrecht entrou em recuperação judicial em 2019, com dívidas que se aproximaram dos R$ 100 bilhões. Procuradas, a Novonor e a IG4 não comentaram.

Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 12/05/2026, às 18:06

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Estadão
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