Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Entenda processo da filha de Leila Diniz contra Michelle Bolsonaro

Janaina Diniz Guerra alega que a ex-primeira-dama utilizou a imagem de sua mãe irregularmente em uma postagem na conta PL Mulher, em 2023

2 fev 2024 - 20h22
(atualizado às 21h01)
Compartilhar
Exibir comentários

A ex-primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, enfrenta uma intimidação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para depor em um processo iniciado pela filha da atriz Leila Diniz, falecida em 1972, com apenas 27 anos.

Ex
Ex
Foto: primeira-dama fez um conteúdo com foto da atriz - Isac Nóbrega/PR / Perfil Brasil

Janaina Diniz Guerra alega que Michelle utilizou a imagem de sua mãe irregularmente em uma postagem na conta PL Mulher, em 2023. O conteúdo do post era um vídeo de Michelle. Ao fundo, aparece uma foto de Leila Diniz em um protesto em 1968, durante a ditadura militar. Na descrição, o atual partido de Jair Bolsonaro comemorava a conquista do voto feminino.. A filha da atriz pede a remoção do post e uma indenização de R$ 52,8 mil.

"O uso político, não autorizado, da imagem de minha mãe respaldando a pré-campanha de Michelle Bolsonaro é uma imensurável ofensa a tudo que minha mãe representou e ainda representa", relata Janaína, também afirmando que a imagem de sua mãe é o oposto do Bolsonarismo.

Não é a primeira vez

A foto, na qual Leila aparece de mãos dadas com as atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilva, Odete Lara e Norma Bengell, já foi usada por outra apoiadora de Bolsonaro: Regina Duarte.

Em dezembro de 2022, a atriz ex-Globo, semelhantemente, utilizou a fotografia em um vídeo no qual apoiava a ditadura. Na filmagem, também havia um discurso de Jair afirmando que "64 foi uma exigência da sociedade". Do mesmo modo, Janaína pediu R$ 52,8 mil da atriz.

A história

O registro foi tirado em 12 de fevereiro de 1968. Na ocasião, artistas foram às ruas da escadaria do Teatro Municipal, no Rio de Janeiro, contra a Censura Federal. De acordo com reportagens da época, os manifestantes protestavam a falta de critério dos censores em suas revisões.

Após o veto do texto "Um bonde chamado desejo", que s tornaria uma adaptação para o teatro, a atriz Maria Fernanda não seguiu os "conselhos" do Governo e o recitou explicitamente. Após convocação para se esclarecer, Maria chamou os agentes censores de "totalitários, ditatoriais e prepotentes". Em seguida, o gabinete da censura a proibiu de atuar por 30 dias, o que foi o bastante para desencadear protestos de artistas por todo o país.

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade