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Servidores da UFPR aceitam acordo; 50% retornam ao trabalho

6 set 2011 - 15h10
(atualizado às 15h21)
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Joyce Carvalho
Direto de Curitiba

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovaram o acordo oferecido pela Reitoria da instituição em assembleia nesta terça-feira, em Curitiba (PR). Houve consentimento em oito das 11 reivindicações da pauta local. Com isto, a categoria aceitou a exigência da entidade de retorno de 50% dos servidores para as suas funções. A greve dos servidores teve início em 15 de junho.

Haverá agora um estudo para as escalas dos servidores e o levantamento dos setores mais necessitados, mas o efetivo de 50% já deve voltar ao trabalho nos próximos dias. Com esta medida, voltam a funcionar o Centro de Computação Eletrônica, a Central de Transportes, as bibliotecas e os restaurantes universitários - o RU do Centro Politécnico já estava funcionando, mas em caráter humanitário, com funcionários terceirizados da UFPR, e agora terá parte dos servidores de volta também.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest-PR), houve acordo sobre a jornada de trabalho de 30 horas semanais para todos os servidores. Pela negociação com a UFPR, uma comissão especial vai montar a proposta, que deve ser regulamentada e aprovada pelo Conselho Universitário.

O acordo entre as partes ainda prevê o apoio da UFPR para a regulamentação do adicional de insalubridade e periculosidade, além da reabertura dos 135 leitos desativados no Hospital de Clínicas, vinculado à universidade. Para isso, contudo, ainda haverá mobilização junto a entidades e à bancada federal do Paraná no Congresso Nacional para conseguir mais recursos que possam basear a reabertura.

Não houve acordo sobre as eleições diretas para a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e a direção do Hospital de Clínicas. E também ficou de fora a paridade nos conselhos da universidade.

A volta dos servidores permitirá ainda a retomada das atividades nos laboratórios de graduação. A universidade emitiu um comunicado a estudantes e professores para que retornem às aulas. Segundo a entidade, o calendário acadêmico está correndo e, com a suspensão da greve dos professores, as aulas devem ser retomadas normalmente.

A recomendação é para que seja adotado um controle alternativo da frequência, até que as matrículas sejam regularizadas para o segundo semestre. O calendário prevê aulas até o dia 22 de dezembro, com as provas finais sendo aplicadas em janeiro de 2012.

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Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
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