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MPF processa a Globo e pede R$ 10 milhões de indenização por pronúncia errada de palavra; saiba qual

A ação foi movida pelo MPF em Minas Gerais sob a justificativa de que a situação está causando um ‘efeito manada’ na população

19 fev 2026 - 16h30
(atualizado às 20h41)
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O 'Jornal Nacional' é citado na ação civil
O 'Jornal Nacional' é citado na ação civil
Foto: Reprodução/Facebook@JornalNacional

O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo alegando pronúncia incorreta da palavra ‘recorde’. A ação civil pública foi movida pelo procurador Cléber Eustáquio Neves, que pede multa de R$ 10 milhões por a situação estar causando um ‘efeito manada’ na população. O caso foi revelado pelo Outro Canal, do F5, e confirmado pelo Terra.

A reportagem acionou o MPF, que confirmou o processo, mas não se manifestou. A Globo também foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de resposta. 

Na petição inicial, protocolada no último dia 29, o procurador alega que repórteres e apresentadores da Globo têm adotado a pronúncia errada da palavra, fazendo com que telespectadores sejam influenciados a também pronunciem o termo da forma errada.

"A palavra 'recorde' é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de", explica o procurador, que adicionou vídeos do Jornal Nacional, do Globo Esporte e do Globo Rural para comprovar seu ponto. Ao Terra, porém, especialistas alegam que as duas formas de pronúncia estão corretas e são consideradas como variantes em dicionários de prestígio. 

"A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa", alegou, em outro trecho. "Quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa", complementa Neves, defendendo seus argumentos. 

Além da multa de R$ 10 milhões por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, o MPF-MG também pede uma retificação em rede nacional a respeito da palavra “recorde” em telejornais e programas esportivos da emissora.

Fonte: Portal Terra
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