Programa da Unicamp que inspirou cotas em SP forma metade dos alunos

25 fev 2013
09h52
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O programa da Universidade Campinas (Unicamp) que serviu de inspiração para a política de cotas que deve ser adotada pelas instituições de ensino superior do Estado de São Paulo formou sua primeira turma na última sexta-feira. Dos 120 inscritos, que em março de 2011 iniciaram o curso, 53 foram diplomados e puderam escolher uma das vagas reservadas na graduação sem prestar o vestibular. O baixo percentual de aprovação (44%) chama atenção para dois problemas: o número de vagas reservadas na graduação é baixa, o que motivaria a alta evasão, e a taxa de reprovação é alta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Profis serviu de embrião para o modelo de inclusão apresentado no final do ano passado pelo governador Geraldo Alckmin, como principal porta de entrada para alunos de escolas públicas na Unicamp, USP e Unesp. "Como nem todas vagas estão disponíveis nos cursos desejados pelos alunos, muitos acabam desestimulados a prosseguir no Profis quando percebem que não ingressarão no curso que sonharam", diz o relatório da universidade elaborado para traçar o perfil dos alunos do Profis. A principal defasagem em relação à demanda está na área de ciências biológicas e da saúde. Enquanto a Unicamp oferecia 20 vagas, no final de 2011 havia um total de 39 alunos interessados nessas cadeiras. Em medicina são apenas cinco vagas.

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Fonte: Terra
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