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Educação

Mau desempenho na área da educação é culpa da indisciplina, diz Guedes

Ministro disse ainda preferir um programa de 'vouchers' para acesso a universidades e escolas do que financiamentos estudantis como o Fies

1 jun 2021 15h36
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Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o mau desempenho da educação brasileira é resultado da dificuldade de manter a qualidade com a universalização e de "indisciplina, violência na sala de aula e desrespeito aos professores".

Em audiência na Comissão de Educação do Ministério da Economia, Guedes rebateu críticas e disse que a situação atual não é culpa do governo de Jair Bolsonaro. "Por que há essa deterioração no clima educacional, será que foi o Bolsonaro que fez isso? Vocês [oposição] têm que ser honestos também nas buscas das respostas aos desafios. Tem 30 anos de outra orientação na Educação. Será que, em um ano e meio, conseguimos criar o desrespeito na sala de aula, a deseducação, os maus resultados do Pisa?", questionou.

Guedes disse ainda preferir um programa de vouchers para acesso a universidades e escolas - que vem sendo estudado pelo governo, mas não tem previsão de lançamento - do que financiamentos estudantis como o Fies.

"O Fies deve continuar, mas houve um excesso muito grande. Prefiro voucher a Fies porque é transferência direta de renda. Respeito quem defende vinculação para Educação, mas defendo desvinculação geral do orçamento", acrescentou.

Impeachment

Ao comentar a crescente oposição ao governo Bolsonaro, Paulo Guedes disse que o presidente "perde o respeito" por quem o desrespeita e que a oposição quer o impeachment do presidente Jair Bolsonaro "desde o primeiro dia de governo".

"A cada dia você nega o direito de governo, você quer o impeachment primeiro, porque tem a acusação contra um filho, depois porque tem uma acusação contra os maus modos, depois porque a acusação é por causa da vacina. Mas o que você quer desde o início é o impeachment. Isso é o descredenciamento da democracia, é um absurdo", afirmou.

Guedes defendeu "civilidade" no ataque e na defesa, e disse que o governo atual "não tem o objetivo de destruir" o Brasil. "O presidente tem uma regra pessoal que é respeite para ser respeitado. Nunca o vi desrespeitar quem o respeita. Agora, se a oposição o desrespeita, bate com razão, sem razão e desrespeitosamente, ele perde o respeito por essa oposição", completou. "Alguém tem que quebrar essa escalada [de desrespeito] que não é boa para o país".

Estadão
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