Mais Médicos: 938 brasileiros confirmaram participação no programa

A quantidade de profissionais representa apenas 6% da demanda de 15.460 médicos para completar os quadros na atenção básica do SUS

6 ago 2013
15h11
atualizado às 16h29
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O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta terça-feira que 938 médicos que atuam no Brasil confirmaram participação no programa Mais Médicos, que tem como objetivo levar profissionais a municípios do interior ou periferias de grandes cidades. Este foi o ciclo que restringiu a participação a quem possui diploma válido no País.

A quantidade de médicos confirmados no programa representa 53% dos que haviam indicado entre seis cidades de preferência na fase anterior. Até então, 1.753 profissionais haviam demonstrado interesse em atuar em 626 municípios.

Dentre os que confirmaram participação, pouco mais da metade (51,8%) optaram por atuar nas periferias das grandes cidades e regiões metropolitanas. Os demais seguirão para 404 cidades do interior do País. A quantidade de profissionais ainda representa apenas 6% da demanda  de 15.460 médicos para completar os quadros na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Ficou evidente que só a oferta nacional de médicos será insuficiente no período que precisamos para atender a demanda de médicos", avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que "a população brasileira não pode esperar". O ministro alegou também que os municípios estão sendo equipados mesmo sem a presença de profissionais da área de saúde. "Ficou evidente que a infraestrutura está chegando antes dos médicos", disse.

"Os números revelam única e exclusivamente uma coisa: este é o resultado de um País que só tem 1,8 médicos para cada 1 mil habitantes", completou o ministro ao afirmar que vai buscar parcerias bilaterais para trazer médicos estrangeiros - como é o caso de Cuba.

A baixa adesão na primeira rodada do programa, contudo, não decepcionou Padilha. "Só quem não tem a sensibilidade de ver que 4 milhões de brasileiros que não estavam sendo atendidos não vai ver a importância desses quase mil brasileiros que aceitaram participar desse programa em 15 dias", disse o ministro.

A partir de hoje, os profissionais formados no exterior e que finalizaram o cadastro no programa poderão se candidatar a vagas não ocupadas pelos médicos brasileiros. A listagem final de profissionais e municípios que participaram da primeira fase de seleção do programa foi divulgada ontem no site do Ministério da Saúde.

Mais Médicos
Lançado em julho, por medida provisória, o programa Mais Médicos tem como meta levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões pobres do Brasil, como na periferia das grandes cidades e em municípios do interior. Para isso, o Ministério da Saúde pagará bolsa de R$ 10 mil.

O programa também prevê a possibilidade de contratar profissionais estrangeiros para trabalhar nesses locais, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas por brasileiros. A medida tem sido criticada por entidades de classe, sobretudo, pelo fato de o programa não exigir a revalidação do diploma de médicos de outros países.

O Mais Médicos estabelece investimentos em hospitais e unidades de saúde, que somados à contratação de novos profissionais totalizará um investimento da União de R$ 15,8 bilhões até 2014. De maneira detalhada os investimentos se distribuirão da seguinte forma: R$ 7,4 bilhões para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e quase 16 mil unidades básicas; R$ 5,5 bilhões para construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs; e também R$ 2,9 bilhões para construção de 14 novos hospitais universitários.

Entenda o 'Mais Médicos'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Fonte: Terra
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