Mais Médicos: brasileiros não se interessaram por 700 municípios

5 ago 2013
22h25
atualizado em 9/8/2013 às 16h06
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Articuladora política do governo, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que nenhum médico brasileiro se interessou em atuar em um dos 700 municípios com carência profissional no País. Segundo a ministra, o fenômeno foi uma prova de que não há médicos suficientes com disposição para atuar em todos os municípios brasileiros - o que abre portas para profissionais estrangeiros.

"Talvez a prova mais inequívoca de que este é um programa absolutamente necessário é que dos locais escolhidos pelos médicos brasileiros, não houve nenhuma escolha dos 700 municípios onde não temos nenhum médico", afirmou a ministra.

A ministra falou sobre o programa Mais Médicos
A ministra falou sobre o programa Mais Médicos
Foto: Agência Brasil

"Acabou quase que confirmando aquilo que a gente já tinha a plena consciência, né? De que nós não temos médicos em número suficiente com a disposição necessária para estar atuando em todos os locais", acrescentou a ministra.

 
A declaração de Ideli Salvatti ocorreu após um encontro da presidente Dilma Rousseff com líderes da Câmara dos Deputados para reestabelecer a boa relação entre os poderes. O assunto que dominou o encontro foi o programa Mais Médicos, que terá seu balanço de inscritos divulgado amanhã pelo Ministério da Saúde. Segundo a ministra, entre os brasileiros, 3,8 mil escolheram os locais onde vão atuar. O governo abriu 10 mil vagas com remuneração de R$ 10 mil.
 
O prazo para a inscrição no programa se encerrou no dia 25 de julho. Para candidatos brasileiros, o período para a apresentação de documentos foi dia 28 de julho. Para os estrangeiros, o prazo final é dia 8 de agosto.

ENTENDA O 'MAIS MÉDICOS'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros.
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de Medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o país, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Fonte: Terra
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