Centro de Pesquisas em Grafeno do Brasil quer concorrer com potências mundiais

31 out 2017
14h28
atualizado às 14h32
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O Brasil está se preparando para entrar de vez no rol de nações que são referência em estudo do grafeno, material resistente a quedas e utilizado em telas de celular, LED, capacetes, dentre outros. O país agora conta com o MackGraphe, um Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia, o primeiro e único deste tipo na América Latina. O espaço promete concorrer com os já consolidados centros europeus, asiáticos e estadunidenses de estudo de grafeno.

 

Inaugurado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o local reúne pesquisadores mackenzistas dos cursos de Química, Física, Engenharia de Materiais e Engenharia Elétrica. O grupo é formado por cientistas que são desde bolsistas de iniciação científica a alunos de pós-doutorado, e atua desenvolvendo produtos e soluções sob demanda da indústria brasileira. A preparação de pesquisadores também é uma preocupação do espaço.

MackGraphe desenvolve produtos e soluções sob demanda da indústria brasileira
MackGraphe desenvolve produtos e soluções sob demanda da indústria brasileira
Foto: ED

 

Outra singularidade da iniciativa é a parceria com o Centro de Pesquisas em Grafeno e Materiais de Duas Dimensões da Universidade Nacional de Singapura, dirigido pelo brasileiro Antônio Hélio de Castro Neto.

 

“O edifício do MackGraphe é único na América Latina, pois sedia um centro de pesquisas de ponta em grafeno. Além da beleza arquitetônica do edifício, ele irá abrigar um espaço que poderá rivalizar com qualquer outro centro no mundo”, afirma Castro Neto.

O projeto do MackGraphe recebeu aporte de R$ 30 milhões, provenientes do Fundo MackPesquisa e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).  As pesquisas são concentradas em três áreas estratégicas: fotônica, energia e compósitos.

 

Utilização do grafeno

Não faz muito tempo que o grafeno passou a fazer parte do nosso cotidiano. Embora o material tenha suas origens no grafite, substância já utilizada pela humanidade há centenas de anos, o grafeno foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, por Konstantin Novoselov e Andre Geim.

 

Primeiro material de duas dimensões já descoberto, ele é composto por uma única camada de átomos de carbono. Na prática, assume a forma de uma lâmina transparente, resistente a quedas e impactos e, ao mesmo tempo, flexível. O grafeno é capaz ainda de conduzir calor e eletricidade com mais eficiência do que o cobre ou mesmo o silício – entre outros predicados.

 

O interesse neste material tem crescido nos últimos anos. Entre as opções de aplicações já disponíveis no mercado, estão raquetes de tênis, que são mais fáceis para balançar e permitem shots ainda mais poderosos; LEDs que permitem menor consumo de energia; capacetes mais leves e resistentes, e com isso, mais seguros; e pneus Corsa Vittoria, conhecido como os mais rápidos do mundo; dentre outros.

 

Fonte: ED
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