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Estudantes detidos na USP são transferidos para centro de detenção

13 nov 2013 - 15h29
(atualizado às 16h37)
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Os dois estudantes da Universidade de São Paulo (USP) detidos pela Polícia Militar durante a reintegração de posse da reitoria foram foram transferidos nesta quarta-feira (13) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Penitenciária de Osasco. Eles estavam detidos no 91° Distrito Policial desde a tarde de terça-feira (12).  Os estudantes negam ter cometido crimes e alegam que sofreram agressões antes de serem levados à delegacia. Alunos de filosofia, Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, 23 anos, e João Vitor Gonzaga, 27 anos, são acusados de formação de quadrilha, furto qualificado e danos ao patrimônio público - um conjunto de penas que impede a eles o pagamento de fiança para serem liberados. 

Os alunos relataram que não tiveram participação na invasão do prédio da reitoria e disseram que foram detidos injustamente. Em depoimento, eles afirmaram que participavam de uma confraternização na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e deixaram o local no momento em que a Tropa de Choque entrou na Cidade Universitária para cumprir a reintegração de posse. Por volta das 5h de terça-feira, quando muitos estudantes deixavam o local - alertados por colegas que viram a chegada dos policiais -, eles foram encontrados e detidos em flagrante.

No momento da prisão, ambos afirmaram ter sido alvos de socos e pontapés, além de ter sofrido tortura psicológica por parte da PM. Eles foram encaminhados ao 93º Distrito Policial, na zona oeste de São Paulo, e prestaram interrogatório negando qualquer responsabilidade pelo furto de equipamentos e depredação registrados pela administração da USP após a ocupação que durou 42 dias. Além dos dois estudantes presos em flagrante, demais pessoas que tenham participado da ação poderão responder pelos crimes de que a dupla foi acusada.

"Outros alunos podem responder pelo inquérito que apura a invasão e os danos ao locais da universidade. Todos os que forem identificados como tendo participado vão responder criminalmente", afirmou ao Terra o delegado Celso Lahoz Garcia. Além da punição, ele afirma que estudantes que participarão da ocupação poderão ter de arcar com os custos da limpeza e reforma no prédio. "O Estado, na esfera civil e administrativa, pode punir estudantes e funcionários, pleitear a devolução (do dinheiro gasto) e o pagamento do prejuízo suportado pela universidade.

O advogado dos jovens, Teodomiro de Almeida, contesta a versão da polícia e diz que os rapazes estavam voltando de uma festa em um centro acadêmico quando foram presos. “Eles foram simplesmente perguntar a um policial o que estava acontecendo. O policial pegou e jogou [os estudantes] dentro do carro. Não disse nada para eles. Bateram neles durante o trajeto”, relatou o defensor que também é pai de Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, de 23 anos. Ele e João Vitor Gonzaga, 27 anos, são alunos da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

O advogado disse que entrará com um pedido de relaxamento da prisão dos jovens. De acordo com Almeida, existem fotos que comprovam que os estudantes estavam em uma festa e não participaram da ocupação da reitoria. Eles foram os únicos presos durante a ação da Polícia Militar em cumprimento da decisão judicial para a retomada do prédio. Antes da chegada da Tropa de Choque, os ocupantes haviam deixado o local.

De acordo com o comunicado da reitoria, deve ser finalizada até amanhã (14) uma auditoria patrimonial no prédio para determinar a extensão dos prejuízos. Foram identificados até o momento furto de equipamentos, danos a móveis, arrombamento de portas e pichação de paredes. “Trata-se de uma barbárie diante dos paulistas que mantém a USP. Há meios legítimos em uma sociedade de direito plena para resolver questões ou impulsionar mudanças”, critica a nota.

Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) considerou a presença da Tropa de Choque uma atitude “autoritária, truculenta, e inadmissível no interior de um espaço universitário". Os representantes do DCE destacam que o atual reitor, João Grandino Rodas, trata a educação como "caso de polícia".

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra
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