O Grupo de Operações Especiais (GOE) é acionado para transferência dos estudantes da USP
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Estudantes da USP são transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Osasco
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Um grupo de estudantes da USP realiza uma vigília desde a noite de ontem (12) em frente ao 91º Distrito Policial na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, onde dois estudantes estavam detidos
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, 23 anos, foi preso durante reintegração de posse na manhã de terça-feira (12), no prédio da reitoria da USP
Foto: Taba Benedicto / Futura Press
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Os dois estudantes da Universidade de São Paulo (USP) detidos pela Polícia Militar durante a reintegração de posse da reitoria foram foram transferidos nesta quarta-feira (13) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Penitenciária de Osasco. Eles estavam detidos no 91° Distrito Policial desde a tarde de terça-feira (12). Os estudantes negam ter cometido crimes e alegam que sofreram agressões antes de serem levados à delegacia. Alunos de filosofia, Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, 23 anos, e João Vitor Gonzaga, 27 anos, são acusados de formação de quadrilha, furto qualificado e danos ao patrimônio público - um conjunto de penas que impede a eles o pagamento de fiança para serem liberados.
Os alunos relataram que não tiveram participação na invasão do prédio da reitoria e disseram que foram detidos injustamente. Em depoimento, eles afirmaram que participavam de uma confraternização na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e deixaram o local no momento em que a Tropa de Choque entrou na Cidade Universitária para cumprir a reintegração de posse. Por volta das 5h de terça-feira, quando muitos estudantes deixavam o local - alertados por colegas que viram a chegada dos policiais -, eles foram encontrados e detidos em flagrante.
No momento da prisão, ambos afirmaram ter sido alvos de socos e pontapés, além de ter sofrido tortura psicológica por parte da PM. Eles foram encaminhados ao 93º Distrito Policial, na zona oeste de São Paulo, e prestaram interrogatório negando qualquer responsabilidade pelo furto de equipamentos e depredação registrados pela administração da USP após a ocupação que durou 42 dias. Além dos dois estudantes presos em flagrante, demais pessoas que tenham participado da ação poderão responder pelos crimes de que a dupla foi acusada.
"Outros alunos podem responder pelo inquérito que apura a invasão e os danos ao locais da universidade. Todos os que forem identificados como tendo participado vão responder criminalmente", afirmou ao Terra o delegado Celso Lahoz Garcia. Além da punição, ele afirma que estudantes que participarão da ocupação poderão ter de arcar com os custos da limpeza e reforma no prédio. "O Estado, na esfera civil e administrativa, pode punir estudantes e funcionários, pleitear a devolução (do dinheiro gasto) e o pagamento do prejuízo suportado pela universidade.
O advogado dos jovens, Teodomiro de Almeida, contesta a versão da polícia e diz que os rapazes estavam voltando de uma festa em um centro acadêmico quando foram presos. “Eles foram simplesmente perguntar a um policial o que estava acontecendo. O policial pegou e jogou [os estudantes] dentro do carro. Não disse nada para eles. Bateram neles durante o trajeto”, relatou o defensor que também é pai de Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, de 23 anos. Ele e João Vitor Gonzaga, 27 anos, são alunos da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
O advogado disse que entrará com um pedido de relaxamento da prisão dos jovens. De acordo com Almeida, existem fotos que comprovam que os estudantes estavam em uma festa e não participaram da ocupação da reitoria. Eles foram os únicos presos durante a ação da Polícia Militar em cumprimento da decisão judicial para a retomada do prédio. Antes da chegada da Tropa de Choque, os ocupantes haviam deixado o local.
De acordo com o comunicado da reitoria, deve ser finalizada até amanhã (14) uma auditoria patrimonial no prédio para determinar a extensão dos prejuízos. Foram identificados até o momento furto de equipamentos, danos a móveis, arrombamento de portas e pichação de paredes. “Trata-se de uma barbárie diante dos paulistas que mantém a USP. Há meios legítimos em uma sociedade de direito plena para resolver questões ou impulsionar mudanças”, critica a nota.
Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) considerou a presença da Tropa de Choque uma atitude “autoritária, truculenta, e inadmissível no interior de um espaço universitário". Os representantes do DCE destacam que o atual reitor, João Grandino Rodas, trata a educação como "caso de polícia".
Com informações da Agência Brasil
12 de novembro - Após 42 dias ocupada por estudantes, a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) foi liberada na manhã desta terça, após a Tropa de Choque cumprir reintegração de posse determinada pela Justiça. Durante a invasão, o prédio teve salas vandalizadas e pichadas, equipamentos danificados e sujeira acumulada. Frases de protesto marcaram as paredes do local, feitas por alunos insatisfeitos com a forma como reitor e vice-reitor da instituição são escolhidos. Na imagem, a copa do edifício
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Camisinhas e guimbas de cigarro foram jogadas no chão do prédio da reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Na sala onde lixo ficou jogado no chão, inscrições nas paredes, pichação e destruição são visíveis
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Mesas foram reviradas, equipamentos ficaram danificados e extintores foram amontoados na reitoria da USP. Em meio ao cenário, figuram cartazes com mensagens sociais e também de cunho sexual
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Policiais e funcionários encontraram revistas eróticas espalhadas em uma das mesas
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Cartazes e faixas foram afixados nas paredes do prédio, que também foram alvo de pichações
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Tinta foi usada para manchar parede e pintar equipamento de água
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - "Com DCE não se pode brincar", diz uma das inscrições no prédio da reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Estudantes cercaram pelo símbolo de um coração as palavras "Choque e DCE". A Tropa de Choque da Polícia Militar cumpriu na madrugada desta terça-feira a reintegração de posse da reitoria da Universidade de São Paulo
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Lixo ficou espalhado pelo chão e material da reitoria foi desorganizado
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Até o chão foi manchado por estudantes que ocupavam o local desde o dia 1º de outubro
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - A chegada da Polícia Militar abriu caminho para a realização de perícia no prédio da reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Um busto foi vandalizado. Ao redor, mensagens sexuais e símbolos comunistas
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Um vaso sanitário sujo ficou inutilizável; em frente à porta, uma mensagem: "inte(r)ditado
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - A operação para devolver a posse da reitoria à USP teve início por volta das 5h30
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - O símbolo do anarquismo aparece entre frases de efeito, desenhos de órgãos sexuais e mensagens políticas
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Porta de uma dos estúdios de rádio da USP ficou com um rombo
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Além do buraco, parte da parede foi danificada durante a invasão da reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Mensagens anarquistas aparecem entre versos de João Cabral de Melo Neto em homenagem a Carlos Drummond de Andrade
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Sala foi revirada e se tornou um dos locais mais pichados pelos estudantes grevistas
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Mesmo em salas onde houve poucos danos, as inscrições na parede se fizeram presentes
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Processos e contratos da Universidade de São Paulo foram atirados no chão
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Policiais fizeram uma vistoria no local depois que a reintegração foi garantida pela Tropa de Choque
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Mais símbolos do anarquismo figuram nas paredes do prédio ocupado por 42 dias. Pichador mencionou o teórico do anarquismo russo Mikhail Bakunin
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Nem mesmo uma placa afixada ao teto escapou do vandalismo. Em meio às críticas ao capitalismo, a partidos políticos e à USP, aparecem também a insatisfação com o DCE, que comandou a greve
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Sala do reitor teve itens danificados com tintas
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Retratos na mesa do reitor também sofreram danos durante a invasão
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Críticas ao atual reitor, João Grandino Rodas, ocupam paredes de parte da reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Com a reintegração de posse, seguranças voltaram a trabalhar no prédio
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - A entrada do prédio na reitoria, localizada no campus da Cidade Universitária, no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo, foi liberada
Foto: Bruno Santos / Terra
12 de novembro - Reintegração de posse realizada durante a madrugada foi pacífica: não houve confronto entre PM e alunos
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
12 de novembro - Apesar de não terem sido registrados confrontos, duas pessoas foram detidas no campus da Cidade Universitária
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
7 de novembro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram adiar para semana que vem a votação que vai discutir a desocupação da reitoria da instituição. Em assembleia, 269 alunos optaram por não discutir a desocupação por enquanto, enquanto 234 queriam que a pauta fosse votada
Foto: Vagner Magalhães / Terra
6 de novembro - Oficial de Justiça entrega notificação para reintegração de posse da reitoria da USP a representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE)
Foto: Alex Falcão / Futura Press
6 de novembro - Pedro Serrano, do DCE da USP, afirmou que a universidade se comprometeu a negociar com os estudantes
Foto: Vagner Magalhães / Terra
5 de novembro - Reitoria da USP está ocupada por estudantes desde o dia 1º de outubro. Nesta terça-feira o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela reintegração de posse
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
5 de novembro - Ainda que a força policial não seja acionada - ação que pode ser tomada pela reitoria para cumprir a ordem judicial -, os estudantes planejam aceitar um eventual termo de acordo e negociar a saída do prédio
Foto: Tiago Tufano / Terra
5 de novembro - Em greve por eleições diretas para reitor da universidade, o DCE declarou "repúdio" à resolução judicial e promete resistir à "truculência e autoritarismo" da reitoria e do governo do Estado
Foto: Tiago Tufano / Terra
5 de novembro - Os estudantes devem desocupar pacificamente o prédio caso a polícia seja acionada para retirá-los
Foto: Tiago Tufano / Terra
5 de novembro - A ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo foi feita no dia 1º de outubro como forma de protesto pelo modelo de escolha do reitor da universidade
Foto: Tiago Tufano / Terra
18 de outubro - Alunos da Universidade de São Paulo (USP) bloquearam na manhã desta sexta-feira a entrada do campus da universidade, na capital paulista
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Com cartazes e faixas em frente ao portão principal da Cidade Universitária, eles pediam negociação com o reitor, João Grandino Rodas
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Um dos pontos mais criticados por alunos e funcionários é a lista tríplice, sistema pelo qual os nomes dos três candidatos mais votados são enviados ao governador do Estado, que decide quem será o reitor
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - O trânsito no local foi liberado às 11h, como prometido pelos estudantes, após uma manifestação pacífica
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Com cartazes e faixas em frente ao portão principal da Cidade Universitária, eles pedem negociação com o reitor, João Grandino Rodas - que, acusado de falta de diálogo com estudantes, na quarta-feira faltou a uma audiência sobre a ocupação da reitoria da instituição
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes bloqueiam entrada de campus em protesto na USP
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes tentam impedir carro de furar o bloqueio na entrada da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes tentam impedir carro de furar o bloqueio na entrada da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes tentam impedir carro de furar o bloqueio na entrada da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes tentam impedir carro de furar o bloqueio na entrada da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
18 de outubro - Estudantes tentam impedir carro de furar o bloqueio na entrada da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
15 de outubro - No dia do Professor, alunos e docentes da USP percorreram a avenida Faria Lima com destino ao Palácio dos Bandeirantes; a marcha saiu do Largo da Batata
Foto: João Geraldo / vc repórter
11 de outubro - Eleições diretas para reitor é a principal reivindicação dos alunos da USP que ocupam a reitoria desde o dia 1º de outubro
Foto: Bruno Santos / Terra
11 de outubro - Os alunos fecharam uma das entradas da Cidade Universitária e fizeram caminhada até a reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
11 de outubro - Alunos decidiram fazer um 'cadeiraço' impedindo o acesso às salas dos cursos da USP
Foto: Bruno Santos / Terra
11 de outubro - No prédio da letras, os corredores que dão acesso à salas ficaram repletos de cadeiras
Foto: Bruno Santos / Terra
11 de outubro - Os estudantes da USP estão em greve e ainda não chegaram a um acordo com a reitoria
Foto: Bruno Santos / Terra
11 de outubro - Mural mostra as atividades programadas durante a paralisação dos estudantes
Foto: Bruno Santos / Terra
9 de outubro - Estudantes da USP ocupam prédio da reitoria da USP reivindicando eleição direta para reitor
Foto: Luiz Claudio Barbosa / Futura Press
8 de outubro - Estudantes se mobilizavam em frente à 12ª Vara da Justiça paulista, onde acontecia audiência de conciliação entre a reitoria da USP e os alunos
Foto: Vagner Magalhães / Terra
8 de outubro - Como não houve acordo na audiência, a ocupação foi mantida
Foto: Vagner Magalhães / Terra
8 de outubro - Os alunos afirmam que falta disposição da universidade em negociar com o DCE
Foto: Vagner Magalhães / Terra
8 de outubro - A Justiça vai decidir, em 48 horas, sobre a reintegração de posse da reitoria
Foto: Vagner Magalhães / Terra
3 de outubro - Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocupam o prédio da Reitoria. O objetivo da ocupação é pressionar pela aprovação da eleição direta para os cargos de reitor e de vice-reitor
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
3 de outubro - Grupo de estudantes ocupou a reitoria da USP durante reunião de conselho que discutia a eleição para reitor
Foto: Tiago Tufano / Terra
3 de outubro - No local são encontrados apenas algumas paredes pichadas e uma bandeira do Brasil queimada pendurada na porta do prédio. Alguns estudantes circulam pelo local com rostos cobertos e conversando sobre a ocupação
Foto: Tiago Tufano / Terra
3 de outubro - Os alunos cobram eleições diretas para reitor e mais espaço para discussões dentro da universidade
Foto: Thiago Tufano / Terra
3 de outubro - Bandeira do Brasil foi queimada pelos estudantes após a ocupação