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Cidade de Minas Gerais suspende atividades com livro de Ziraldo após pressão dos pais

Secretaria de Educação de Conselheiro Lafaiete lamentou que tenham havido interpretações dúbias com obra “O Menino Marrom”

19 jun 2024 - 19h54
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Secretaria de Educação de Conselheiro Lafaiete lamentou que tenham havido interpretações dúbias com obra “O Menino Marrom”
Secretaria de Educação de Conselheiro Lafaiete lamentou que tenham havido interpretações dúbias com obra “O Menino Marrom”
Foto: Reprodução/Amazon/Getty Images

A Secretaria Municipal de Educação de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, suspendeu temporariamente as atividades com o livro “O Menino Marrom”, lançado em 1986 pelo escritor e cartunista Ziraldo. De acordo com a pasta, a obra teve “diversas manifestações e divergência de opiniões” e em respeito aos pais estaria atendendo a solicitação. 

A medida foi anunciada nesta terça-feira, 19. Em uma nota publicada nas redes sociais, a prefeitura afirma que a obra em questão é “uma das principais obras infantis a abordar os temas sociais, aborda de forma sensível e poética temas como diversidade racial, preconceito e amizade”. 

“O livro é um recurso valioso na educação, pois promove discussões importantes sobre respeito às diferenças e igualdade. Utilizando uma linguagem simples e ilustrações atraentes, Ziraldo consegue envolver as crianças e facilitar a compreensão de conceitos complexos como racismo e empatia. Ao abordar esses temas desde cedo, "Menino Marrom" ajuda a construir uma base sólida para o desenvolvimento de atitudes positivas e inclusivas nas novas gerações”, defende. 

No entanto, a pasta diz lamentar que tenha “havido interpretações dúbias acerca do mesmo”. “Levando em conta nosso respeito aos pais e a comunidade escolar, (...) procedeu a solicitação de suspensão temporária dos trabalhos realizados sobre o livro “O MENINO MARROM”, do autor Ziraldo, a fim de melhor readequação da abordagem pedagógica evitando assim interpretações equivocadas”, afirma. 

“A Secretaria, em sua função de gestão e articulação entre escola e comunidade compreende ser necessário momento de diálogo junto aos responsáveis para que não sejam estabelecidos pensamentos precipitados e depreciativos em relação às temáticas abordadas”, destacou. 

Nos comentários da publicação, a atitude foi reprovada pelos internautas. “Se retirarem, eu compro. Faço questão que meus filhos leiam!”, escreveu um perfil. “As pessoas não buscam nem ler o livro pra entender o contexto. Na dúvida eu fui atrás do livro pra ter minha opinião. E não achei que incentiva nada ruim. Pelo contrário, tem uma bela lição sobre cor preta e branca”, opinou outro. 

“Um livro com mais de 3 décadas dar problema logo agora. Em Lafaiete ceder a chantagem de pais que deixam a internet livre para os filhos verem o que quiser”, criticou outra internauta. 

Fonte: Redação Terra
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