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Censo escolar 2023: confira os dados apresentados pelo MEC e pelo Inep

Há informações desde às creches até jovens e adultos sem educação básica completa. Confira o que divulgado sobre a educação brasileira.

22 fev 2024 - 12h52
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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) apresentaram hoje, dia 22 de fevereiro, as estatísticas do Censo Escolar 2023. 

Estes dados mostram a evolução da educação brasileira conforme os recortes de estado, série, idade, etnia, regimento da escola, entre outros. São informações importantes para o desenvolvimento de políticas públicas, pois, é a partir delas que se identificam os maiores gargalos da educação brasileira. 

Veja algumas das descobertas divulgadas pelo MEC e pelo Inep!

Censo Escolar 2023, populações vulneráveis e educação infantil

A primeira exposição, realizada por Carlos Eduardo Moreno, diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto, tratou da educação em locais diferenciados, como quilombos, assentamentos e de educação indígena. Estas três modalidades somadas alcançam quase 1 milhão de matrículas em 2023. 

Confira os dados de cada estado: 

Foto: Inep / Brasil Escola

Outro ponto de destaque da apresentação foram as estatísticas sobre o aumento considerável das matrículas em creches após o período da pandemia. Enquanto vigorava o regime de exceção, este setor foi o que mais sofreu com a perda de alunos.

Veja um gráfico com os dados apresentados:

Foto: Inep / Brasil Escola

Também foram apresentados os dados sobre a matrícula na educação infantil por estado. Destacando-se a proeminência do papel dos municípios nesta etapa, exceto no Distrito Federal que não se divide em várias cidades como as demais unidades federativas. Confira: 

Foto: Inep / Brasil Escola

Censo Escolar 2023, dados do ensino fundamental

Diferente do movimento das matrículas nas creches, o processo do ensino fundamental não demonstrou uma recuperação no período pós-pandemia. Em 2019, eram mais de 15 milhões de alunos, agora, em 2023 número não chega a 14,5 milhões.

Veja: 

Foto: Inep / Brasil Escola

Carlos Eduardo destacou algumas descobertas interessantes sobre o ensino fundamental. A primeira é relacionada à disparidade entre as escolas com anos iniciais e anos finais do ensino fundamental. Há quase o dobro de escolas com anos iniciais quando comparadas aos colégio com os anos finais.  

A rede municipal também ocupa um lugar de destaque na educação fundamental. São mais de 10 milhões de alunos, representado 69,5% das matrículas dos anos iniciais e 86,1% dos estudantes da rede pública.  

Educação integral no ensino fundamental

A educação integral demonstrou grande crescimento nos anos finais do ensino fundamental, veja os dados:

Foto: Inep / Brasil Escola

Censo Escolar 2023, dados do ensino médio

As matrículas do Ensino Médio passaram por uma crescente de 2019 a 2022, mas enfrentou uma perca de alunos na passagem para o ano de 2023. O diretor afirmou que este movimento de crescer e depois cair já estava previsto devido ao fluxo de alunos matriculados nos anos anteriores. 

Confira: 

Foto: Inep / Brasil Escola

Outra informação relevante para a formulação de políticas públicas apresentada foi o número de pessoas com 18 anos ou mais que não frequenta escola e não tem a educação básica concluída. Ou seja, o público potencial para a educação de jovens e adultos.

O número de brasileiros nesta condição chega a quase 70 milhões de pessoas. Veja o gráfico dividido por faixa etária:

Foto: Inep / Brasil Escola

Censo Escolar 2023, considerações do Ministro da Educação

O Ministro da Educação, Camilo Santana, destacou as desigualdades presentes nas escolas indígenas e quilombolas, além das disparidades encontradas quando são feitos os recortes de étnicos. Em seguida, o chefe da pasta afirmou que há projetos sendo postos em prática para diminuir estas diferenças sociais. 

Camilo Santana também falou sobre a necessidade de criação do Sistema Nacional de Educação para definir o papel de cada ente federado e promover a integração nas políticas públicas educacionais. 

Também foi destacada a importância de determinados avanços alcançados nos últimos naos. Dentre eles, o aumento do número de matrículas em creches e a aproximação da universalização da pre-escola. 

O Ministro falou sobre a relevância do crescimento da escola de tempo integral, que cresceu o número de matrículas em 21%. Sendo o Pernambuco o estado com os melhores índices no nível médio e o Ceará no nível fundamental. 

Por fim, Camilo Santana afirmou que nas próximas semanas eles irão apresentar uma política para ampliar a educação integrada entre ensino médio e técnico/profissionalizante. 

Por Tiago Vechi

Jornalista

Brasil Escola
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