Dívida bruta brasileira atinge 82,93% do PIB em setembro, maior nível em mais de cinco anos
A dívida bruta brasileira atingiu 82,93% do PIB em setembro, o maior patamar desde março de 2021, pressionada pelos gastos governamentais com juros, segundo o Banco Central. A dívida líquida também avançou, alcançando 70,0%. No mesmo mês, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões, frustrando projeções de superávit. Esse resultado negativo foi puxado por déficits nos governos regionais e nas estatais, que superaram o superávit de R$ 3,469 bilhões do governo central.
A dívida bruta do Brasil ficou em 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, ligeiramente acima do patamar de 82,87% registrado em agosto, alcançando o maior nível em mais de cinco anos, conforme dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira.
O desempenho reflete pressão de gastos do governo com juros sobre o endividamento, enquanto um resgate líquido de títulos pelo Tesouro Nacional e o crescimento da atividade econômica ajudaram a compensar esse movimento de deterioração.
O patamar de setembro da dívida pública bruta é o mais alto desde março de 2021, quando estava em 85,10% do PIB em meio a pesados desembolsos do governo em ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19.
A dívida líquida do setor público, por sua vez, foi a 70,0% em setembro, de 69,3% no mês anterior.
No mês passado, o setor público registrou um déficit primário de R$5,5 bilhões, saldo pior do que o superávit de R$0,5 bilhão esperado por economistas, segundo pesquisa da Reuters.
Os dados do BC mostram que o governo central teve superávit de R$3,469 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de R$5,573 bilhões e as estatais tiveram saldo negativo de R$3,393 bilhões.
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