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Pesquisa do CFA Institute relata crescimento no uso de fatores ambientais, sociais e de governança em decisões de investimentos

Estudo global destaca que 73% dos profissionais da área financeira consideram estes fatores na hora de investir

11 jan 2018
13h12
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Cerca de três quartos dos profissionais de investimento no mundo (73%) levam em consideração fatores ambientais, sociais ou de governança corporativa (componentes chamados de ESG, sigla em inglês) no processo de investimento, de acordo com a Pesquisa 2017 ESG: Percepções Globais Acerca de Investimentos que Levam em Conta Fatores Ambientais, Sociais e de Governanças, realizada pelo CFA Institute este ano. Esse número se manteve estável se consideramos pesquisa similar conduzida em 2015.


Entretanto houve um aumento na utilização de cada fator no período coberto pela pesquisa. O número de participantes do estudo que consideram fatores ambientais subiu de 50% para 54%, ao passo que a consideração a fatores sociais aumentou de 49% para 54%, e o uso de fatores de governança corporativa elevou-se de 64% para 67%.

A maior concentração de membros do CFA Institute que responderam à pesquisa reside na região (EMEA) Europa, Oriente Médio e África (85%), seguida de perto por (APAC) Ásia/Pacífico (81%). Os participantes da América foram os menos propensos a considerar os fatores ESG em seu processo decisório, porém uma sólida maioria (68%) afirma considerar esses fatores.

Apenas 27% dos membros globais do CFA Institute que responderam à pesquisa não consideram os fatores ESG no processo de investimento. Desse grupo, 47% menciona falta de demanda de clientes ou investidores.

"Em todo o mundo, a demanda dos clientes está se voltando mais à integração dos fatores ESG no processo de investimento. Sendo os fatores ESG uma das prioridades deles ou não, nós encorajamos todos os investidores a terem claras perspectivas e compreensão acerca das empresas e recursos nos quais estão investindo", afirma Matt Orsagh, Diretor de Políticas de Mercados de Capital do CFA Institute.

"Todo analista de investimentos deve ser capaz de identificar e avaliar adequadamente todo o espectro de riscos de investimentos, incluindo os fatores ESG, para poder orientar e proteger os investidores da melhor maneira possível".

Os destaques da pesquisa Percepções Globais Acerca de Investimentos que Levam em Conta Fatores Ambientais, Sociais e de Governanças seguem abaixo:

• Diferenças Regionais: Na integração dos fatores ESG nos processos de investimento, a região das Américas fica atrás de EMEA e APAC. 43% dos participantes na região EMEA recebem treinamento especializado, comparado a 30% na região APAC e 28% nas Américas.

• Demanda de Clientes: 66% dos que responderam à pesquisa disseram que levariam em conta os fatores ESG em suas análises e decisões a pedido dos investidores. Esse resultado manteve-se estável em todas as regiões, sendo 67% nas Américas, 65% na APAC e 61% na EMEA.

• Diferenças de gênero: Na pesquisa, 46% dos homens comparados a 18% das mulheres disseram que os fatores ESG são imateriais e não agregam valor. 62% das mulheres e 49% dos homens sistematicamente levam em conta fatores ESG em suas análises de investimento.

• Diferenças Geracionais: Gerações mais jovens tendem mais a considerar fatores ESG, sendo 78% entre os Millenials, 74% entre os da Geração X e 68% entre os Baby Boomers.

• Avaliação de Risco: 65% dos participantes da pesquisa disseram considerar os fatores ESG para uma melhor gestão de riscos, 45% afirmaram que seus clientes/investidores exigem isso, e 41% afirmaram que a performance dos fatores ESG é um balizador para o gerenciamento de qualidade.

• Três principais fatores no processo decisório: Os participantes da pesquisa ranquearam responsabilidade do conselho, capital humano e degradação ambiental como os fatores mais importantes nas análises e no processo decisório de investimentos.


Metodologia

A pesquisa online contou com a participação de 1.588 membros do CFA Institute que trabalham com gestão de patrimônio e como analistas, resultando em uma taxa de resposta de 3%. A margem de erro do estudo foi de aproximadamente 2,4%.

Quebra por Região: 64 % Américas, 23% EMEA e 13% APAC.
Principal Base de Clientes: 42% primordialmente lida com clientes institucionais, 30% com clientes do segmento Private, 18% com ambos e 10% não se aplica.

Sobre o CFA Institute
O CFA Institute é uma organização global de profissionais de investimento, sem fins lucrativos. Desde a sua fundação em 1947, o CFA Institute tem definido o padrão global de conhecimento em investimento, princípios de conduta e ética profissional, e tem sido amplamente reconhecido pela indústria de investimento financeiro. São mais de 147.000 membros localizados em 159 países. Em 2005, a revista The Economist referiu-se à certificação CFA como o Padrão Ouro para profissionais de investimento. Para saber mais sobre o trabalho do CFA Institute, visite www.cfainstitute.org.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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