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Distúrbio do processamento auditivo central costuma ser confundido com dislexia ou transtorno do déficit de atenção

26 jul 2017
15h26
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O distúrbio do processamento auditivo central (DPAC) - também conhecido como transtorno do processamento auditivo ou doença da incompreensão, é mais comum do que se imagina e, na maioria das vezes, diagnosticado equivocadamente como dislexia ou transtorno do déficit de atenção. O problema pode atingir pessoas de qualquer idade e sexo. Porém, é na infância, mais especificamente no período de alfabetização, que o distúrbio precisa ser identificado rápida e assertivamente para não comprometer o aprendizado escolar.

Foto: DINO

Quando se percebe que uma criança apresenta dificuldades de compreender a fala humana, a primeira suspeita que se costuma levantar é a da presença de uma deficiência auditiva. As perdas auditivas mais comuns são as do tipo condutivas e neurossensoriais. Caso os exames audiométricos não apontarem alterações nos limiares auditivos (os sons mínimos que o indivíduo consegue ouvir), é apropriado considerar e investigar a existência de outro tipo de distúrbio relacionado à audição, mas que, ao mesmo tempo, não é classificado como deficiência auditiva, no caso, o DPAC.

O DPAC é caracterizado por afetar as vias centrais da audição, ou seja, as áreas do cérebro relacionadas às habilidades auditivas responsáveis por um conjunto de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras. Na maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos, cóclea e nervo auditivo) encontra-se totalmente preservado. A principal consequência do distúrbio está na dificuldade de processamento das informações captadas pelas vias auditivas. Assim, a pessoa ouvirá claramente a fala humana, mas terá dificuldades em interpretar a mensagem recebida.

As causas do DPAC podem ser variadas e muitas vezes desconhecidas, contudo as mais comuns são de origem genética, otites de repetição, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, presença de outros distúrbios neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central ou por envelhecimento natural do cérebro. Por isso, a maior parte dos diagnósticos é feita em crianças e idosos.

O treinamento auditivo é um dos métodos terapêuticos utilizados na reabilitação auditiva no DPAC e pode ser definido como o uso de um conjunto de tarefas acústicas pré-determinadas com objetivo de ativar ou modificar o sistema auditivo. Existem dois modelos de treinamento auditivo, o informal, que se refere a intervenções terapêuticas sem o uso de equipamentos específicos para o controle dos estímulos acústicos trabalhados.

Site inova no tratamento
O site "Afinando o Cérebro" (www.afinandoocerebro.com.br), criado e desenvolvido há cinco anos pelas fonoaudiólogas Ingrid Gielow e Diana Melissa Faria, da Communicar Soluções Criativas, foi a ferramenta utilizada em um dos trabalhos científicos premiados na X Semana de Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. A menção honrosa corroborou a eficácia da ferramenta e seu impacto positivo na estimulação do processamento auditivo.

Primeiro site do país a trabalhar habilidades de escuta e concentração por meio de jogos e áudios, o recurso virtual tornou-se, em pouco tempo, bastante utilizado por fonoaudiólogos, neuropsicólogos, pedagogos e psicólogos como extensão do tratamento de pacientes durante e após as sessões convencionais. Um dos seus diferenciais é que estimula a continuidade do tratamento dentro da casa do paciente, intensificando a prática e antecipando os resultados. O site já é referência no tratamento de pessoas de qualquer idade portadoras de problemas de memória, concentração e processamento auditivo, ou que querem manter o cérebro ativo e pronto para aprender - sempre de uma maneira leve e divertida.

"A ferramenta é ideal para pessoas que querem manter seu cérebro ativo e pronto para aprender, e para profissionais que trabalham com a estimulação do processamento auditivo, visual, leitura e escrita. Foi essencial na condução do meu estudo e tese do doutorado", disse a pesquisadora Letícia Reis Borges.

"O conteúdo do site pode auxiliar o tratamento de crianças e adolescentes com Distúrbios do Processamento Auditivo, transtornos da atenção, bem como alguns aspectos da dislexia e outras dificuldades de aprendizagem", destacou Ingrid Gielow, uma das criadoras do portal.

"Adultos e idosos com dificuldades de memória, de concentração ou compreensão em ambientes ruidosos também podem se beneficiar das atividades propostas. Os exercícios do site também podem ser utilizados por pessoas que precisam desenvolver sua capacidade de escuta e atenção, tão importantes no ambiente corporativo e necessárias para novas aprendizagens", enfatizou Diana Melissa Faria, também criadora.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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