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Cães de porte grande ou gigante têm maior predisposição para ter torção gástrica

Essa patologia aparece de repente e deve ser tratada como uma emergência cirúrgica.

16 out 2018
12h19
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A torção gástrica é uma patologia de origem ainda desconhecida. Os cães de porte grande ou gigante têm maior predisposição de se tornarem vítimas, ocorrendo raramente em cães pequenos ou gatos. Esta situação que preocupa muitos tutores tem os riscos aumentados quando o animal come apenas uma vez ao dia, ingerindo uma grande quantidade de alimento, juntamente com ar, muito rapidamente. Animais abaixo do peso, com idade avançada e com dieta com alimentos secos e gordurosos também são mais propensos. Ingestão de grande quantidade de água, após o consumo de ração pode ser perigoso. Quando chega ao estômago a ração incha ,pela presença da água que o animal bebeu, causando um aumento de volume do estômago, que aumenta ainda mais, com a digestão, devido à produção de gases. Os movimentos do animal faz com que o estômago dilatado e pesado se movimente dentro da cavidade abdominal e torça.
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Segundo Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News ( www.revistaecotour.tur.br) -"os cães das raças Boxer, Rottweiler, Dog Alemão, Fila Brasileiro, Golden Retriever, Labrador, entre outros, que possuem o tórax profundo, onde o espaço na cavidade abdominal é maior, ficando o estômago mais livre, a probabilidade de sofrer a torção gástrica aumenta".

Foto: DINO / DINO

Essa patologia aparece de repente e deve ser tratada como uma emergência cirúrgica. Uma torção gástrica pode matar o animal em apenas três horas. Por isso é essencial que o socorro seja imediato. O diagnóstico é auxiliado com radiografia contrastada, permitindo visualização da posição do estômago. O prognóstico é reservado e varia de acordo com a rapidez com que o diagnóstico e o tratamento são efetuados. As complicações como peritonite, sepse, lesões gástricas severas e necessidade de gastrectomia podem piorar o prognóstico.

A torção pode ser em sentido horário (mais comum) ou anti-horário e também parcial ou completa. O grau de torção influencia na gravidade do caso. Ela pode obstruir a região de transição entre o esôfago inferior e o estômago, denominada cárdia e o piloro, que é uma constrição musculosa na porção terminal do estômago que regula a passagem do quimo semidigerido deste para o duodeno impedindo que o animal vomite e elimine gases. Isto faz com que o estômago se dilate cada vez mais. Ocorre também a obstrução da veia cava caudal, comprometendo o baço e fígado, ocorrendo necrose de parede gástrica. Consequentemente, o coração recebe menor fluxo sanguíneo, o que compromete todo o organismo do, fazendo o animal entrar em choque e morrer, alerta Vininha F. Carvalho.

Há casos em que o estômago apenas dilata e mantém sua posição anatômica, sendo chamada dilatação gástrica, que possui menor gravidade. Há também o vólvulo gástrico parcial ou intermitente, cujas causas são as mesmas da patologia clássica, porém com menor gravidade, geralmente induzindo a um problema intermitente, crônico e de difícil diagnóstico, estes podem ser assintomáticos e/ou podem se resolver espontaneamente, mas o reposicionamento e a fixação cirúrgica do estômago geralmente são curativos.

Dentre os sintomas que um cão com torção gástrica pode apresentar, destacam-se:

* Dificuldade para respirar;

* Salivação excessiva;

* Ânsia de vômito sem que o cão consiga vomitar;

* Palidez da mucosa (olhos e bocas).

Para evitar esse problema é importante que a alimentação diária seja dividida em duas porções ao longo do dia, diminuindo assim a quantidade ingerida por vez. É necessário restringir a água logo após a refeição, ou pelo menos, controlar a quantidade ingerida e evitar que o animal se movimente ou corra após se alimentar. O ideal é que ele faça isso somente duas horas depois da refeição, orienta Vininha F. Carvalho.



Website: http://www.revistaecotour.tur.br

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