Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Dinamarca enviou tropas para defender Groenlândia após prisão de Maduro

20 mar 2026 - 08h40
Compartilhar

Depois de operação na Venezuela, país europeu viu risco de invasão dos EUA e enviou à ilha em janeiro um regimento do Exército e tropas de elite, segundo emissora. Planos incluíam detonação de pistas de pouso.Temendo uma possível invasão dos EUA, a Dinamarca enviou em janeiro um regimento do Exército e tropas de elite para a Groenlândia, segundo informações da imprensa.

Segundo emissora, soldados dinamarqueses chegaram ao território preparados para oferecer resistência a uma invasão
Segundo emissora, soldados dinamarqueses chegaram ao território preparados para oferecer resistência a uma invasão
Foto: DW / Deutsche Welle

Uma ordem de mobilização militar datada de 13 de janeiro continha instruções para a defesa da ilha ártica, noticiou a emissora dinamarquesa DR nesta quinta-feira (19/03). A medida foi uma reação à operação militar dos EUA na Venezuela no início de janeiro, na qual o então presidente, Nicolás Maduro, foi capturado por soldados americanos.

"Quando [o presidente dos EUA, Donald] Trump fica dizendo o tempo todo que quer comprar a Groenlândia, e depois vemos o que está acontecendo na Venezuela, tivemos que levar a sério todos os cenários possíveis", disse um representante das Forças Armadas dinamarquesas à DR. "A máquina estatal dos Estados Unidos não está funcionando como antes", acrescentou.

Sob o pretexto do exercício da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) "Arctic Endurance", um regimento dinamarquês e soldados de elite foram então enviados à Groenlândia - juntamente com soldados da Alemanha, França e Suécia. Tratava-se de uma mobilização real e não de um exercício, disse outra fonte à DR: "Era inequívoco".

Sangue e explosivos

Além dos soldados, suprimentos de sangue para transfusões e explosivos também foram enviados ao território autônomo pertencente à Dinamarca.

Os soldados dinamarqueses estavam preparados oferecer resistência a uma possível invasão e havia planos, inclusive, para explodir as pistas de pouso em Nuuk e Kangerlussuaq para impedir o pouso de aeronaves militares americanas, informou a DR.

"O custo para os EUA teria que ser aumentado. Os Estados Unidos teriam que realizar um ato hostil para obter a Groenlândia", disse uma fonte da defesa dinamarquesa à emissora, reconhecendo, no entanto, que as tropas provavelmente não seriam capazes de repelir um ataque americano.

Alemanha e França enviaram soldados

As Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr) enviaram em meados de janeiro uma equipe de reconhecimento de 15 membros para a Groenlândia por vários dias. A França também enviou soldados na ocasião. O Exército dinamarquês e os governos da Groenlândia e da Dinamarca inicialmente não quiseram comentar a notícia.

Desde que retornou à Casa Branca, há mais de um ano, Trump reivindicou repetidamente a soberania sobre a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca, país membro da Otan e da União Europeia (UE), mergulhando a aliança militar em uma profunda crise. Ele retirou as ameaças de uma invasão violenta no final de janeiro, após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Em fevereiro, a Otan lançou então a missão Sentinela do Ártico para reforçar a segurança na região. Soldados dinamarqueses e americanos estão entre os participantes.

md/cn (AFP, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra