Aécio Neves desiste de disputar a Presidência e diz que PSDB mira eleições de 2030
O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou que o partido não terá candidato para a disputa presidencial de outubro
Aécio Neves, deputado federal e presidente nacional do PSDB, desistiu de disputar a Presidência da República e afirmou que seu partido não terá candidatos para o posto na corrida eleitoral deste ano. A meta, porém, será a disputa de 2030. As declarações foram dadas em entrevista ao Estadão, em matéria publicada nesta quinta-feira, 9.
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“Meu papel hoje, repito, ao retornar à presidência do PSDB é dizer que existe vida inteligente entre os extremos e que nós vamos liderar um projeto para o Brasil”, disse o mineiro ao jornal. Para ele, a eleição deste ano ainda está marcada pelo que chamou de “armadilha da radicalização política”.
No primeiro turno, ele indica que o caminho natural hoje seria o PSDB apoiar uma candidatura de centro. “Mas o que nós percebemos é que a três meses das eleições ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora já destas eleições”, pondera.
Questionado sobre um eventual segundo turno, Aécio diz ver cenários difíceis: “Qualquer um que vença as eleições, infelizmente, nós vamos ter que nos preparar para mais quatro anos de um País dividido ao meio, porque essa divisão interessa aos dois extremos, eles se alimentam dela. Eu temo que nós estamos prestes a assistir a eleição mais fratricida da história recente do Brasil”.
Sobre o futuro próximo, Aécio diz ainda não saber se irá disputar o Senado por Minas Gerais. O que tem como prioridade, como alegou, é reestruturar o PSDB.
Alta rejeição
Como mostrado pelo Terra, Aécio performou como o político com maior rejeição em pesquisa instituto Atlas/Bloomberg divulgada no dia 1º de julho. Em resposta à pergunta “em quem você não votaria de jeito nenhum?”, Aécio apareceu como o político menos querido, com 54% de rejeição. Flávio Bolsonaro (PL) aparece na cola, com 53%. O terceiro na fila é Lula (PT), com 48,5% dos entrevistados não o vendo como uma opção para as próximas eleições.
O ranking em questão também considerou Jair Bolsonaro (PL), inelegível, que aparece com 45,2% de rejeição. Michelle Bolsonaro (PL) surge na sequência, com 43,2%. Depois aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 38,6%, Romeu Zema (Novo), com 38,5% e Renan Santos com 35,8% de rejeição.
No fim da lista estão Fernando Haddad (PT), com rejeição em 30,7%, e Joaquim Barbosa (DC), com 24,6%. No geral, 1% dos entrevistados alegou que não votaria em nenhum dos citados.
A pesquisa Atlas/Bloomberg registrada sob o protocolo BR-04582/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi realizada entre os dias 26 e 30 de junho, mediante recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos. A amostra foi de 4.999 respondentes com 16 anos ou mais. Os entrevistados são de todas as regiões do Brasil e foram recrutados organicamente enquanto navegavam pela internet.
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