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Política

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Federação União-PP avalia ficar neutra na eleição nacional, fragilizando apoios a Flávio Bolsonaro

Tendência também é liberar montagem de palanques estaduais; nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a ser apontado como vice do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL)

9 jul 2026 - 18h02
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BRASÍLIA - A federação União Progressista avalia adotar neutralidade na eleição nacional, em uma movimentação que pode representar um revés político ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Palácio do Planalto.

Federação União Progressista avalia neutralidade na eleição nacional, em potencial revés a Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto
Federação União Progressista avalia neutralidade na eleição nacional, em potencial revés a Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Alguns fatores alimentam essa movimentação, segundo parlamentares de União Brasil e PP. O mais recente foi o desgaste provocado pela operação da Polícia Federal que prendeu o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), candidato do União Brasil ao Senado com o apoio de Flávio.

A prisão levou o PL do Rio de Janeiro a cogitar trocar o nome de Canella pelo deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) para a disputa, o que desagradou a cúpula do União Brasil.

Lideranças da federação também defendem que a neutralidade nacional facilitaria a composição nos estados e dá independência a quem busca uma vaga no Congresso. No último dia 7, por exemplo, o governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), lançou sua pré-candidatura ao governo sem citar o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL).

No Rio de Janeiro, parlamentares avaliam que a neutralidade ajudaria a compor com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo e se alinha ao petista. A situação se repete em outros estados, como na Bahia, em que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto preferiu se aproximar do pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado.

Ao citar o caso do Rio de Janeiro, um parlamentar da federação lembra que a prisão de Canella também traz incerteza para o presidente do União Brasil, o pernambucano Antonio Rueda, que busca disputar uma vaga de deputado federal pelo estado. Ele tinha expectativa de, ao fazer campanha ao lado do ex-prefeito, angariar votos na Baixada Fluminense, aproveitando a popularidade de Canella.

Do lado do PP, houve um incômodo pela falta de apoio de Flávio ao presidente do partido, Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro que foi alvo de investigação da Polícia Federal no caso do Banco Master.

Como revelou o Estadão, a PF tinha encontrado no celular de Vorcaro diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa de nome Ciro, citado sem sobrenome. Na época, o senador disse conhecer o banqueiro Daniel Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade e negou ter recebido pagamentos.

Segundo a PF, Ciro teria recebido propinas de Vorcaro "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar" em favor dos interesses do banqueiro no Congresso Nacional.

Integrantes do PP afirmam que a neutralidade nacional poderia ser reavaliada caso a vice seja oferecida ao partido. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a ser apontada como um nome para ocupar o cargo, mas Flávio ainda não bateu o martelo sobre o assunto.

Estadão
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